Deutsche diz para comprar Usiminas e ação chega a zerar perdas no ano

Papel preferencial saltar até 6,5% nesta quinta-feira; até o final da semana passada, a desvalorização no ano chegava a 20%

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SÃO PAULO – Depois da Usiminas (USIM3, USIM5) ver suas ações preferenciais perderem quase metade de seu valor de mercado entre janeiro e julho – a queda chegou a 44% no final de julho e, até o final da semana passada, ainda estava no negativo em 20% -, o papel chegou a zera as perdas no ano após saltar até 6,5% nesta quinta-feira (6), aos R$ 10,14. Entretanto, no decorrer da manhã a ação perde força e, às 11h00 (horário de Brasília), marca ganhos de 3,15%, aos R$ 9,82, o que representa uma queda de 2,6% no acumulado do ano. 

Já para os papéis ordinários, que chegaram a saltar 7,69% na máxima do dia, aos R$ 11,49, agora mostram valorização 1,87%, para R$ 10,87. No ano, esse ativo mostra perdas de 36,3%. Esse movimento ocorre depois que Deutsche Bank disse, em relatório, que o momento é para comprar ações de Usiminas e Gerdau (GGBR4).

Além de elevar a recomendação de USIM5 para compra, os analistas Rodrigo Barros e Leandro Cappa dobraram o preço-alvo do papel, para R$ 14. Isso implica um potencial teórico de valorização de 47,05% sobre a cotação do último fechamento.

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O movimento positivo das ações da siderúrgica teve início na última quarta-feira, após o ministro da Fazenda Guido Mantega anunciar a elevação do imposto de importação para 100 produtos, medida que foi aprovada pela Camex (Câmara de Comércio Exterior). Com isso, os ativos PNA da Usiminas fecharam com alta de 17,97%, enquanto os ordinários avançaram 9,44%.

Deutsche ainda não incorporou ganho com medidas do governo
Entretanto, ao contrário do que foi avaliado pelo Itaú BBA na véspera, quando também elevou a recomendação para as ações da empresa, passando de underweight para market-perform, a equipe do Deutsche ainda não incorporou em seu modelo o aumento das alíquotas de importação, que pode aumentar em cerca de 5 pontos percentuais o aumento nas vendas do próximo ano.

Para Barros e Cappa atualizaram suas projeções tomando como base o impacto das decisões econômicas nos setores de aço e minério de ferro, em um momento de volatilidade nos preços e preocupações sobre o crescimento econômico na China.

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Dessa forma, eles estimam que a demanda por aço no Brasil deve aumentar em 7% no próximo ano, ao passo que a rentabilidade das siderúrgicas chinesas está nos patamares mínimos. “Portanto nós recomendamos aos investidores entrarem em posições longas em Gerdau e Usiminas”, escrevem em relatório.

Para a Usiminas, os analistas citam diversos fatores que foram atualizados em suas projeções, como um capex (investimento em bens de capital) menor no próximo ano, em R$ 1,7 bilhão, a maximização dos volumes no mercado externo, já que usará a rede de distribuição da Ternium e o aumento no preço do aço em cerca de 2% ainda neste trimestre, o que também vale para CSN (CSNA3).