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SÃO PAULO – Em direção oposta ao consenso do mercado, a equipe do Itaú BBA manteve recomendação de “outperform” (exposição acima da média) para as ações preferenciais da Vale (VALE5), alegando que os papeis têm espaço para recuperação, vide expectativa de alta do preço do minério de ferro e também da posição técnica favorável dos ativos. Na sessão desta quarta-feira (29), os ativos da empresa fecharam cotados a R$ 32,46, menor pataramar desde 2 de outubro de 2009.
“Acreditamos que tanto os preços do minério de ferro quanto as ações da Vale irão apresentar recuperação em relação aos níveis atuais. Não é viável, para muitos produtores, manter sua atividade aos preços à vista atuais”, escreveu o analista do banco André Pinheiro, via relatório, divulgado nesta quarta-feira (29). O preço do minério de ferro chegou a atingir os US$ 90,3 por tonelada nesta sessão – mostrando agressivo recuo desde que perderam o patamar de US$ 100.
Pinheiro enumera outros pontos positivos em relação à empresa, como alavancagem baixa, múltiplos relativamente atrativos e expectativa de bom retorno em dividendos, ao longo dos próximos três anos. O analista estipulou preço-alvo de R$ 46,00 para as ações para dezembro do ano que vem, o que pode significar um potencial teórico de 41,71% de elevação para os ativos.
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O mercado tem sido bastante pessimista em relação aos ativos da mineradora. Apenas nos últimos dois dias, o BTG Pactual, a Walpires Corretora e a SLW mostraram-se pessimistas com o desempenho dos papeis linha A da mineradora. A BlackRock – que há três meses disse que os papeis da Vale eram “compra óbvia” – se desfez de posições neles, na semana passada.