Depois de disparar 300%, Mangels pede recuperação judicial e despenca 30,23%

Depois desse período de altas, as ações começaram uma queda, que chegou a registrar perdas de até 50%

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SÃO PAULO – A Mangels (MGEL4) pediu recuperação judicial nesta sexta-feira (1), citando sua incapacidade de pagar suas dívidas. A empresa faz isso depois de registrar altas de até 300% de julho a setembro, pulando dos R$ 0,43 aos R$ 1,54 – em um movimento de euforia, na expectativa de que a empresa evitaria esse fim. 

Depois desse período de altas, as ações inverteram para a queda ainda em setembro, que chegou a registrar perdas de até 50%. O destino da empresa não estava determinado até hoje, com a decisão de que a empresa perderia a recuperação judicial, mas o mercado já estava adiantando que a situação da companhia não era favorável. 

Com a notícia dessa sessão, as ações apresentam forte queda de 24,42%, aos R$ 0,65, por volta das 14h05 (horário de Brasília). Neste pregão, os papéis só começaram a ser negociados às 13h15 e chegaram a apresentar queda de 30%, aos R$ 0,60. Essa é a terceira recuperação judicial da semana, após OGX Petróleo (OGXP3) e Teka (TEKA3).

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“Não obstante os esforços da administração junto a credores na busca por alternativas para o equacionamento da difícil situação econômico-financeira pela qual passa a companhia, o pedido de recuperação judicial tornou-se inevitável”, afirmou a companhia no comunicado, admitindo dívidas de R$ 313 milhões.

A Mangels, que tem origens no final da década de 1920, é tradicional fornecedora para os segmentos de autopeças, incluindo rodas de alumínio, e cilindros de aço para GLP (gás liquefeito de petróleo). Em 2012, a companhia havia vendido a área de galvanização.