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SÃO PAULO – Na última quinta-feira (19) a Hering (HGTX3) frustrou o mercado ao trazer a público números piores que o projetado para as vendas no segundo trimestre do ano – abaixo até mesmo do que a empresa esperava, que reconheceu erros na oferta de produtos para a moda feminina.
Dessa forma, grandes bancos estrangeiros já começam a rever suas projeções para a varejista. Tanto o Barclays quanto o Bank of America Merrill Lynch reduziram suas projeções de ganhos para o restante do ano. O primeiro revisou o lucro por ação estimado de R$ 2,15 para R$ 2,10. Já o BofA cortou de R$ 2,19 para R$ 2,17.
Momento é de cautela
Os analistas do BofA também reduziram o preço-alvo para a ação, que passou de R$ 48 para R$ 44. “Nós vemos um potencial de melhora na tendência já que os estoques estão reabastecidos, mas nós percebemos uma contínua cautela com as pré-vendas na coleção primavera-verão”, escrevem em relatório Robert Ford, Melissa Byun e Marcelo Santos.
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Os analistas dizem ver um desempenho fraco das lojas já consolidadas no mercado – com pelo menos um ano de existência – nesse início de terceiro trimestre. Eles também enxergam uma pressão nas margens, já que a varejista enfrenta uma pressão do câmbio e a possibilidade de perder os benefícios de impostos em 2013.
Por outro lado, a equipe do BofA vê uma atraente expansão orgância no longo prazo e um mix de oportunidades para a Hering. Contudo, a recomendação neutra é mantida, já que os analistas chamam atenção para a pouca visibilidade em uma recuperação nas vendas, o que se soma aos riscos nas margens e com a alta dos impostos.
Ruim, mas nem tanto
Já Matthew McClintock e Tulio Takeda, analistas do Barclays, justificam o corte nas projeções por conta da expectativa por mais pressões neste trimestre. “Enquanto o clima mais quente nas últimas semanas deve beneficiar as vendas, e os produtos devem melhorar com a coleção de verão, que chegará às lojas em setembro, a direção acredita que a tendência desafiadora deve permanecer no terceiro trimestre”, escrevem em relatório.
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Contudo, o Barclays manteve tanto o preço-alvo, estimado em R$ 55,00, quanto a recomendação overweight para os papéis. Os analistas elogiam o fato que, enquanto o crescimento das vendas mesmas lojas continuaram em contração, a empresa pagou menos bônus.
Em nota, a empresa disse que não provisionou aos funcionários a participação dos resultados e reverteu parte das despesas relativas ao primeiro trimestre, já que menos indicadores de resultados foram alcançados pela empresa. “Nós acreditamos que esse é um forte sinal para o modelo de negócios da empresa, que gera uma despesa alavancada no crecsimento da receita”, concluem.