Déjà Vu siderúrgico: CSN repete sucesso de Usiminas e Gerdau e sobe forte após balanço

Companhia teve lucro de R$ 494 milhões no segundo trimestre, enquanto analistas esperavam por prejuízo de R$ 650 milhões

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SÃO PAULO – A CSN (CSNA3) repetiu o sucesso de Usiminas (USIM3; USIM5) e Gerdau (GGBR4) após divulgação do resultado do segundo trimestre e viu suas ações dispararem no pregão desta quarta-feira (7). Os papéis da empresa subiram 3,40%, fechando a R$ 6,70, após atingirem na máxima do dia ganhos de 6,79%, a R$ 6,92. Já o Ibovespa fechou praticamente estável neste pregão. Vale destacar também o volume financeiro movimentado por CSNA3 no pregão, que chegou a R$ 95,1 milhões, o dobro da média diária dos últimos 21 pregões.

O bom desempenho puxou também os papéis da Usiminas nesta sessão – assim como a CSN, a siderúrgica mineira também atua no mercado de aço plano -, com os ordinários subindo 2,0%, a R$ 8,67, e os preferenciais, 1,51%, a R$ 8,74 – ambos chegaram a subir mais de 3% no intraday. Também no setor de siderurgia, mas com atuação mais focada em aço longo, a Gerdau viu seus ativos fecharam este pregão com valorização de 2.36% na Bovespa, para R$ 15,16.

Resultado melhor do que o esperado
A forte valorização da CSN nesta sessão deve-se ao resultado do segundo trimestre. A empresa apresentou resultado ligeiramente melhor do que o esperado. Enquanto alguns analistas esperavam um prejuízo de R$ 690 milhões, o mais otimista esperava ganhos de R$ 125 milhões. O lucro efetivo foi de R$ 494 milhões. 

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“O lucro líquido contempla um resultado financeiro líquido de R$ 458 milhões, em relação à nossa estimativa de R$ 485 milhões, bem como um imposto de renda positivo de R$ 162 milhões, enquanto estávamos esperando uma provisão de R$ 37 milhões”, avaliam os analistas Juliana Chu e Ricardo Schweitzer, da Votorantim Corretora. Assim, o resultado final melhor ocorreu devido ao imposto de renda positivo, apontam. 

Os analistas apontam que os resultados se beneficiaram principalmente de um desempenho melhor no segmento siderúrgico, enquanto o segmento de mineração registrou receitas crescentes, porém com uma margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações/receita líquida) menor. 

Déjà Vu siderúrgico
No mesmo sentido, a Usiminas, primeira siderúrgica a reportar resultado nesta temporada, também surpreendeu positivamente o mercado no dia da divulgação, em 26 de julho. A empresa encerrou o trimestre com prejuízo de R$ 22 milhões, menor do que o resultado negativo de R$ 87 milhões sofrido um ano antes. 

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Embora tenha encerrado com novo prejuízo, a maior produtora de aço plano do Brasil mostrou melhora no resultado, com ganho de eficiência e custos controlados apesar do impacto da valorização do real em relação ao dólar. Com isso, os papéis da Usiminas dispararam no dia do resultado. As ações ONs subiram 15,24%, enquanto os PNs avançaram 13,30%.

A Gerdau também mostrou um resultado acima das expectativas, com lucro líquido de R$ 401 milhões no segundo trimestre, mesmo representando uma queda de 27% em relação aos R$ 549 milhões no ano anterior. Com isso, após a divulgação do balanço, as ações da companhia subiram 4,32%.