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SÃO PAULO – As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) passam por um déjà vu. Isto porque em meio ao inferno astral que assola a empresa suas ações praticamente já bateram a queda que registraram durante a crise de 2008. Do topo de setembro até a véspera, os papéis preferenciais da petroleira desabaram 67,7% (em 90 dias), contra desvalorização de 68,8% de maio a novembro de 2008 (em 132 dias). Mas, afinal, da para tirar alguma conclusão sobre esse movimento similar?
Segundo o analista técnico Lauro Vilares, da Guide Investimentos, ainda é muito cedo para dizer isso, mas não deve-se desprezar alguma comparação. Naquela ocasião, quando os papéis bateram a mínima de R$ 12,85 (em 21 de novembro), as ações da Petrobras subiram 121% até 29 de maio de 2009.
Vilares lembra, no entanto, que, até o momento, a tendência segue claramente baixista. Na última terça-feira, as ações da companhia perderam o fundo formado em dezembro, tendo um fechamento mais baixo desde 23 de maio de 2005. “Ainda não temos nenhum sinal de reversão de tendência. Uma compra agora tem um risco que não vale a pena”, comentou.
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Ainda assim, vale observar (conforme mostra o gráfico abaixo) que o movimento dos papéis da companhia costumam se repetir, como nas quedas entre 38% (em 2010) e 41% (entre o final de 2013 e início de 2014). Então, como interpretar essa informação?
“Simples, podemos esperar algum sinal de reversão de tendência no curto prazo para iniciarmos as compras de longo prazo. Esse sinal pode ser a formação de um pivô de alta, um cruzamento de médias ou ainda a superação da média móvel de 21 períodos com sua virada para cima, mas sempre com a utilização de stops”, disse. Ou seja, ainda não está na hora de comprar Petrobras, mas esse momento pode estar se aproximando, alerta.
O déjà vu da Petrobras: