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SÃO PAULO – Quando uma empresa convoca uma coletiva para tratar de alguma coisa, geralmente o assunto é importante. Ancorados no anuncio que a Gol (GOLL4) faria depois do pregão, investidores correram para comprar as ações da companhia – acreditando que os rumores de que ela seria vendida fossem concretizados. Ledo engano: a empresa anunciou a compra de 60 aviões Boeing 737-MAX, levando as ações da empresa a cairem 1,95% no after-hours para R$ 12,55 – o máximo possível.
Cada ação é restrita a uma movimentação de 2% na pós-negociação da BM&FBovespa, que se inicia as 17h45 (horário de Brasília). Como a empresa terminou o pregão aos R$ 12,80 – uma alta de 10,63% nessa sessão -, recuar para R$ 12,54 indicaria uma queda de 2,03%, as ações da Gol só podiam atingir o patamar dos R$ 12,55 – que ela, de fato, tocou. Rumores recentes indicavam que a empresa poderia ser negociada, com Emirates e Qatar podendo ser eventuais novas donas da companhia.
Ao invés disso, a empresa anunciou a compra de 60 aeronaves Boeing 737-MAX, o equivalente a pouco mais que a metade da frota atual, de 114 aviões 737-700 e 737-800 – com gastos de US$ 6 bilhões entre 2018 e 2026. “Provavelmente, vai devolver tudo que subiu e mais um pouco”, avaliou um analista que não quis se identificar. A companhia sinaliza a intenção de renovar a frota, através da maior encomenda de aviões da história da América Latina, que deverão ser entregues em 2018.