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SÃO PAULO – Ao contrário de boa parte dos analistas de grandes bancos, que cortaram as recomendações para a Petrobras (PETR3;PETR4) após o anúncio do reajuste e da nova política de preços, com destaque para o Credit Suisse, a Ágora/Bradesco está bem mais otimista com a companhia.
A corretora elevou a recomendação das ações PETR4 de manutenção para compra, além de aumentar o preço-alvo para dezembro de 2014 de R$20,20 para R$ 30,00, uma alta de 48,51% e que representa um potencial de valorização de 70,16% na comparação com o fechamento da última quinta-feira (5).
O analista Luiz Otávio Broad destaca que revisou as estimativas para a companhia de modo a incorporar o resultado do terceiro trimestre, as novas premissas econômicas e o recente aumento no preço de gasolina e do diesel, cujos valores devem estar comparáveis aos preços internacionais ao longo de 2015.
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“Elevamos a recomendação para as ações da Petrobras de manter para compra, baseado no preço atual de suas ações e na possibilidade de valorização no longo prazo, considerando as nossas premissas de aumento da produção nacional a partir de 2014 e da paridade de preços internos da gasolina e diesel ao longo de 2015”, avalia Broad. Porém, destaca que a recomendação de compra possui um horizonte de longo prazo, uma vez que espera para 2015 uma melhora na rentabilidade da empresa.
Alguns dos principais riscos, aponta o analista, estão relacionados com o ritmo de crescimento da produção em 2014, ano em que se espera um bom crescimento da produção nacional, e com as perdas no segmento de refino, que flutuam de acordo com os preços internacionais e com o câmbio. Assim, a rentabilidade da Petrobras no próximo ano estará ligada diretamente relacionada a esses dois fatores de risco.
Com isso, Broad espera uma queda no lucro líquido da Petrobras em 2014, com piora no fluxo de caixa livre e consequente aumento da alavancagem financeira. Já para 2015, aponta o analista, espera-se uma recuperação na rentabilidade da empresa e uma redução do nível de alavancagem.
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Perspectivas para 2013 e 2014
A expectativa é de que haja uma queda de 2% na produção nacional de petróleo da companhia em 2013 na comparação com o ano anterior, afetada pelas paradas para manutenção e pelo declínio natural dos campos maduros.
Para 2014, espera-se uma recuperação, com crescimento de 6,5% na produção nacional de petróleo, puxado pelas novas plataformas que entraram em operação e que deverão atingir a plena capacidade. Além disso, ressalta Broad, a petrolífera também está trabalhando para recuperar a eficiência dos poços do pré-sal, tendo já apresentado alguma recuperação ao longo de 2013.
E, para 2014, Broad também avalia que não haverá nenhum novo aumento dos preços de gasolina e do diesel, com a paridade dos preços internacionais sendo atingida ao longo de 2015.