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SÃO PAULO – A Interligação Elétrica Madeira, que pretende escoar a energia produzida pelas usinas de Jirau e Santo Antônio, depende de quando as hidrelétricas entrarem em operações, afirma a Cteep (TRPL4). Neste ano, protestos dos trabalhadores no local paralisaram as obras.
Segundo César Ramirez, CEO da companhia paulista, ainda acredita no prazo original, determinado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), que estipula a inauguração até dezembro de 2012. “Já temos a licença de operação, agora precisamos correr atrás do tempo perdido”, afirma. A empresa divide o consórcio da planta com a Chesf e a Furnas.
Investimentos
A empresa quer adiantar ao máximo o início da IE Madeira para conseguir gerar receita com o negócio. Os investimentos na empreitada se diluíram por todo o primeiro semestre deste ano, principalmente nos gastos em materiais de construção. “Isso porque precisa-se comprar os materiais antes de começar as obras, desde o ano anterior, e não se pode fazê-lo com pouca antecedência”, explica o diretor financeiro da empresa, Marcio Lopes Almeida.
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O vencimento dos empréstimos advindos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), baseados em juros de longo prazo mais 2,8% ao ano, destinados à unidade, vencem já em janeiro do ano que vem. No segundo trimestre, o montante que a Cteep teria que pagar chegou aos R$ 215,79 milhões. No total, a companhia espera gastar R$ 777 milhões em investimentos durante 2011.
Resultado
No segundo trimestre, o lucro líquido da empresa subiu 5,2% em bases anuais, chegando a R$ 200,50 milhões. Já a receita líquida operacional totalizou R$ 690,73 milhões, 37,3% a mais do que no mesmo período de 2010, enquanto o Ebitda (geração operacional de caixa) fechou em R$ 333,4 milhões, alta de 22,2% em 12 meses.