CSN vira e fecha com alta de mais de 3% puxada por onda compradora da… CSN?

Após ser rebaixada por analistas, companhia pode ter aproveitado pressão para recomprar papéis dentro de seu programa e sustentar valorização da ação

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SÃO PAULO – Durante a manhã, analistas rebaixaram suas recomendações para a CSN (CSNA3), levando os papéis a recuarem 1,5%. Porém, a companhia parece ter aproveitado essa pressão vendedora para realizar algumas recompras em seu programa anunciado há duas semanas. Apesar de não ter enviado nenhum comunicado, a Itaú Corretora, utilizada pela companhia no programa – junto com o BTG -, liderou as compras do dia. Com isso, os papéis da empresa fecharam hoje com alta de 3,17%.

O saldo da corretora – diferença entre compras e vendas – ficou em 2,55 milhões de ações, o que representou 30% das compras totais de papéis da CSN. Para efeito de comparação, o segundo maior saldo ficou para a Ativa Corretora que atingiu R$ 580 mil, bem abaixo do Itaú. Nesta manhã, o Brasil Plural rebaixou sua classificação para os papéis da companhia para underweight (desempenho abaixo da média) e reduziu o preço-alvo de R$ 10,00 para R$ 9,50.

Na última quinta-feira (26), a CSN anunciou um novo programa de recompra de ações, o quarto em quatro meses. Assim como nos anteriores, o destaque ficou para a duração do programa, apenas um mês – os tradicionais programas de recompra geralmente duram 12 meses. Por outro lado, desta vez a companhia decidiu ser “menos ousada” e reduziu a quantidade de ações a serem recompradas para cerca de 3% do total em circulação, ou 26.781.661 papéis.

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Nos dois primeiros programas, a companhia tinha colocado como limite 10% das ações em circulação, enquanto no terceiro anúncio esse percentual caiu para 8,3%. Até o dia 23 de maio, dia do anúncio do terceiro programa de recompra, o papel da companhia andou de lado por três meses, ficando próximo de R$ 8,60. Porém, nos últimos 30 dias, o ativo ganhou força e já subiu 13%, atingindo os atuais R$ 10,43.


Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.