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SÃO PAULO – Depois de as importações de aço atingirem 25% no Brasil em 2010, a CSN (CSNA3) diz que seu foco é não permitir a entrada de produto importado no País.
“Atualmente o patamar está em cerca de 12%, e eu acho que o razoável é entre 8% e 9%. Os 25% vistos em 2010 foram um absurdo, é um desastre para a cadeia produtiva”, disseram os diretores da companhia em teleconferência com analistas para comentar os resultados do primeiro trimestre.
Queda nas importações
A CSN comemorou a queda nas importações vista nos primeiros três meses do ano – tendência que, segundo a empresa, dá sinais de continuidade em abril, indicando que o percentual de importados no setor pode recuar ainda mais no segundo trimestre. “A importacao no primeiro trimestre caiu quase pela metade – no zincado ainda não, mas nos laminados sim. É um cenário bastante positivo”, destacaram os executivos.
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“Há muitos fatores em favor da não importação, não vale a pena o empresário se arriscar por um prêmio tão pequeno”, afirmou Paulo Penido Marques, diretor executivo de relações com investidores da empresa. Marques estimou prêmios entre 7% (no caso dos laminados a quente) e 13% (no caso dos zincados) dos produtos nacionais sobre os importados.
Um olho nos preços, outro nos estrangeiros
Segundo a companhia, os patamares atuais e a situação das matérias-primas permitem o aumento de preços do aço ou a retirada de alguns descontos, como para a indústria e construção civil. Entretanto, a estratégia tem como ponto principal não permitir a entrada de importados no País. Um exemplo dessa estratégia é que, no primeiro trimestre, a CSN aumentou as vendas do mercado de laminado a quente para atender a forte demanda doméstica, o que acabou piorando o mix de produtos e trazendo uma baixa de 5% na receita líquida unitária.
A empresa aponta que o dólar não ajuda, mas que “não faz sentido entregar o mercado brasileiro” para estrangeiros. “Não vamos deixar esse prêmio disparar. (…) Acho que vai ser uma briga boa pelo mercado doméstico”, afirmou Marques, apontando oportunidades especialmente no mercado de zincados.
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A CSN afirmou que já vem reajustando os preços da indústria de acordo com os movimentos de suas concorrentes. Já os contratos com o setor automotivo devem ser modificados somente no segundo semestre.