Crítica por parte da Halliburton aumenta pessimismo com Petrobras e Brasil

No exterior, a credibilidade da Petrobras se deteriora com a percepção de que ela vai, eventualmente, ver sua produção diminuir pela falta de perfurações

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SÃO PAULO – Petróleo é um ramo historicamente complicado no Brasil e mesmo as descobertas do pré-sal não trouxeram grandes perspectivas para o setor por aqui – enquanto a Petrobras (PETR3; PETR4) vive uma crise. Com isso, o humor estrangeiro para o setor no Brasil é bastante volátil, e perdeu fôlego com críticas por parte da Halliburton, uma das maiores fabricantes de equipamentos para o setor. 

“Os níveis de atividade de perfuração em águas profundas do Brasil estão abaixo das expectativas e se espera que sejam ainda piores durante 2014. Todo o setor de serviços no Brasil está esperando um alívio”, disse o CEO da empresa, David Lesar, em uma teleconferência. Lesar está mencionando a desaceleração nos investimentos da estatal, principal fonte de entrada de dinheiro no setor.

No exterior, a credibilidade da Petrobras se deteriora com a percepção de que ela vai, eventualmente, ver sua produção diminuir pela falta de perfurações, para compensar as perdas causadsa pelos subsídios ao combustível no Brasil. Com isso, a diferença entre os preços dos ativos da Petrobras e de suas rivais, EcoPetrol e Pemex, só se deteriora. 

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Para a Caracas Capital Markets – em entrevista à agência de notícias Bloomberg -, a Petrobras não será capaz de dobrar sua produção até 2020. Desde 2011, US$ 35 bilhões já foram perdidos por conta da diferença entre o preço pago pelos combustíveis importados e o faturado pela venda aqui no Brasil.

No exterior, a visão é de que Dilma Rousseff tem adiado os aumentos nos preços regulados, como o do combustível, para evitar alta da inflação em um ano eleitoral. O número de sondas de perfuração em águas profundas caiu de 50 em 2011 para 34 em dezembro de 2013, segundo a Baker Hughes, fornecedora de serviços de petróleo que compila dados globais sobre torres de perfuração.

A estatal previu um crescimento anual de 9,4% em sua produção até 2014 na época da capitalização – em 2010 -, quando a empresa captou US$ 69,9 bilhões. Ocorreu o contrário: a produção caiu 3,7%, com a taxa natural de redução dos campos que já produziam naquela época.

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Além disso, o governo aumentou o controle sobre o setor recentemente, ao exigir que a Petrobras fosse a operadora de todos os projetos novos do pré-sal, onde estão as maiores descobertas do país. Com isso, o primeiro leilão, em Libra, atraiu apenas um único consórcio.