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SÃO PAULO – Um dia após afirmar que os grandes bancos nos Estados Unidos precisam levantar apenas um quarto do capital demandado pelo governo norte-americano, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s anunciou nesta quinta-feira (14) que estas mesmas instituições financeiras “entraram em uma nova fase da crise” que não terminará antes de 2013.
A agência de classificação de risco afirmou que a indústria está sendo fortalecida por milhões de dólares através do suporte oferecido pelo governo. Entre os beneficiados, destaque para os concessores de empréstimos que são considerados extremamente importantes para o andamento do sistema financeiro.
Enquanto permanecem os esforços para facilitar a concessão de empréstimos, retirar ativos podres dos balanços e reestruturar o mercado de ações, a S&P afirma que os bancos ainda passarão por tempos difíceis sem o nível de capitalização que os reguladores exigem.
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“Não há nada que sinalize que esta crise bancária não possa pendurar por mais três ou quatro anos”, afirmou Tanya Azarchs, diretora-geral da S&P.
Maratona pelo dinheiro
Na última terça-feira (14), a S&P afirmou que os grandes bancos dos EUA precisam levantar capital em US$ 18 bilhões para se protegerem de uma recessão econômica, e acrescentou que este montante poderia aumentar conforme a deterioração da economia.
A quantia está bem abaixo de US$ 74,6 bilhões solicitados pelo governo norte-americano após a realização dos testes de estresse, que obrigaram 10 instituições financeiras do país a levantar capital, incluindo o Bank of America e o Wells Fargo.
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Em queda
No dia 4 de maio, a S&P afirmou que poderia reduzir suas projeções para 23 bancos nos EUA, incluindo 10 que participaram dos testes de estresse do governo norte-americano. Na ocasião, a agência de classificação de risco citou preocupação com o nível de capitalização dos bancos.