Criação de subsidiária no Amazonas leva à forte queda das ações da Eletrobras

Segundo analista, criação de subsidiária reforça ainda mais a situação de aparelhamento da companhia, que possui baixa rentabilidade e eficiência
Usina Eólica Volta do Rio - Ceará

  *** Local Caption *** Vista dos aerogeradores durante a visita técnica à usina Eólica Volta do Rio no Ceará.
Usina eólica conectada a SE SOBRAL III, Chesf. A usina pertence ao grupo Energimp S/A, controlado pela IMPSA WIND (Industrias Metalúrgicas Pescarmona S.A.).
Usina Eólica Volta do Rio - Ceará *** Local Caption *** Vista dos aerogeradores durante a visita técnica à usina Eólica Volta do Rio no Ceará. Usina eólica conectada a SE SOBRAL III, Chesf. A usina pertence ao grupo Energimp S/A, controlado pela IMPSA WIND (Industrias Metalúrgicas Pescarmona S.A.).

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SÃO PAULO – As ações da Eletrobras (ELET3, ELET6) registram forte queda na sessão desta segunda-feira (8). Às 13h25 (horário de Brasília), os papéis ordinários da companhia registravam queda de 2,78%, R$ 6,29, enquanto os ativos preferenciais classe B tinham baixa de 4,44%, a R$ 11,32. As ações ELET6 registram a quarta maior baixa do Ibovespa, com desvalorização menor apenas do que a dos ativos do grupo EBX. 

Contribui para a queda das ações nesta sessão o anúncio feito na manhã desta segunda-feira pela estatal, informando que criará uma subsidiária integral da Amazonas Energia, de propriedade da Eletrobras. De acordo com a companhia, este é o primeiro passo para desverticalização do grupo de energia, para separar ativos de geração e transmissão dos seus ativos e operações de distribuição.

A concretização da operação de desverticalização estará condicionada à obtenção de todas as autorizações exigidas em lei, em especial, do DEST (Departamento de Controle das Estatais) e da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

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Segundo aponta o analista Eduardo Machado, da Amaril Franklin, a criação da subsidiária não é um fator positivo para a Eletrobras. Isso porque sinaliza a continuidade do processo de aparelhamento da empresa estatal, o que tende a tornar ainda mais precária a sua situação em termos de eficiência e rentabilidade. 

Após recuperação de curto prazo, queda
Esta queda ocorre em meio a um cenário já negativo para a companhia, aponta o analista, em função das renovações de concessões. Machado destaca que a ação da companhia vinha de uma recuperação de curto prazo, principalmente após a divulgação do plano de negócios, para gestão de 2013 a 2017, no valor de R$ 52,4 bilhões e o pagamento de juros sobre o capital próprio dos papéis preferenciais em linha com o anunciado no ano anterior.

Entretanto, em meio à complicada situação da empresa e catalisada por esse anúncio, os papéis voltam a cair. Apesar do vetor negativo, contudo, o analista ressalta que o papel pode esboçar uma recuperação no final desta sessão ou no início da próxima, uma vez que não é possível dimensionar qual será o resultado da criação desta nova subsidiária sobre o resultado da Eletrobras. 

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.