Credit Suisse eleva recomendação para Cesp e ações disparam cerca de 5%

Recomendação passou de neutra para outperform, com analistas vendo perspectivas favoráveis para o preço da capacidade não contratada de energia

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SÃO PAULO – Acreditando que as ações da Cesp (CESP6) estão em uma relação bastante atrativa de retorno no curto prazo, devido à perspectiva favorável para o preço de sua capacidade não contratada, o Credit Suisse elevou a recomendação dos papéis da companhia. Desta forma, a recomendação passou de neutro para outperform (desempenho acima da média do mercado). 

O preço-alvo para os ativos da companhia também foram elevados, passando de R$ 18,00 para R$ 24,00, o que configura um potencial de valorização de 24,68% em relação ao fechamento da última sexta-feira. Com a elevação da recomendação dos ativos, as ações preferenciais PNB da companhia registram, no final da sessão, alta de 4,62% às 16h48 (horário de Brasília), atingindo alta máxima de 5,30%, em um dia negativo para o Ibovespa. 

De acordo com os analistas Vinicius Canheu e Adelia Souza, a Cesp possui uma capacidade de gerar uma quantidade considerável de capital antes que se expire as concessões de suas principais usinas, em meio à combinação de vendas no mercado spot (à vista) e em leilão. Segundo eles, isto ainda não está precificado nos papéis.

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Anúncio de despacho térmico impulsiona ativos
Na opinião de Canheu e Adelia, o recente anúncio de novas regras para o despacho térmico, com o Tesouro financiando parte dos custos do setor, levou a outros dois fatores importantes para a geração de capital no curto prazo. 

Um dos fatores foi a concentração da maior parte do novo financiamento de custos de térmicas para os geradores, que são compradores no mercado spot. Além disso, o novo cálculo do preço spot, iniciado no próximo mês de agosto, deve refletir a preços mais altos de energia mais à frente. 

Os analistas avaliam ainda que, de acordo com as estimativas, cada aumento de R$ 20 por megawatt antes de que as concessões expirem levam a uma alta do preço-alvo dos ativos em R$ 1, dada a sua capacidade não-contratada grande. 

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Ao analisar diversos cenários para preços de energia e tomando como base o cenário mais conservador, Canheu e Adelia avaliaram que o ambiente está atrativo para os investidores. Por outro lado, a maior regulamentação do mercado e a perspectiva por anos mais difíceis devem ser fatores de risco para o papel, em meio às obrigações com encargos e fundos de pensão e o possível prejuízo decorrente do vencimento de concessões em meados de 2015. 

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.