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SÃO PAULO – O atual diretor de abastecimento da Petrobras (PETR3;PETR4), José Carlos Cosenza, também estava envolvido no esquema de corrupção da companhia, de acordo com delatores da Operação Lava Jato. As informações são da TV Globo e do jornal Folha de S. Paulo.
Segundo os delegados da Polícia Federal, o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, disseram, em depoimento, que as empreiteiras também teriam repassado comissões ao atual diretor de abastecimento da estatal.
Já segundo informações da Folha, além de Youssef e Costa, Ildefonso Colares Filho, ex-presidente da empreiteira Queiroz Galvão, também teria feito esta afirmação.
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Segundo a Petrobras, Cosenza nega essa acusação e disse que nunca teve contato com Alberto Youssef.
Executivo diz ter sido extorquido
Também de acordo com informações da Folha, o diretor de Óleo e Gás da construtora Galvão Engenharia, Erton Medeiros Fonseca, afirmou que aceitou a pagar propina ao esquema de Costa e Youssef por ter sido extorquido pelos dois. Eles teriam afirmado que, se não fossem atendidos, a empresa seria prejudicada pela Petrobras nos contratos em andamento.
Em depoimento, Fonseca disse que o destino do dinheiro foi o PP (Partido Progressista). Segundo o diretor, ele foi procurado em 2010 pelo então deputado José Janene (PP-PR), que comandava o esquema de propinas destinado ao partido. Com a morte dele, Costa e Yousseff assumiram a dianteira das negociações.