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SÃO PAULO – Em teleconferência de apresentação dos resultados, os executivos da Cosan (CSAN3) discutiram não somente os números do último trimestre e as estratégias de diversificação da empresa, mas falaram também de fusões e aquisições.
Sobre a questão envolvendo restrições do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) à suas negociações com a Shell, os executivos frisaram que a decisão não é relacionada à sua joint-venture com a Shell.
“Toda fusão a qual o Cade faz menção não tem a ver com a JV, é um processo de 2009, quando vendemos nosso negócio de aviação para a Shell”, explicou Marcelo Martins, diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Companhia.
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Segundo ele, a Cosan ainda não se posicionou sobre a recomendação do órgão regulador de que fosse realizado um desinvestimento para que o processo fosse concluído. Entretanto, em sua visão, quem deve se posicionar sobre o assunto é a Shell. Além disso, Martins lembrou que a “importância reduzida” do negócio, devido a seu baixo valor (R$ 65 milhões).
Varejo de açúcar
Também na conversa com analistas, os executivos da Cosan afirmaram que a intenção sempre foi vender a parte de achocolatados, e que a ideia da empresa é fazer uma parceria na parte de produtos de varejo de açúcar.
“Outros produtos da marca geram muito pouco valor, quando geram, e resolvemos vender para alguém que faz mais sentido. Estamos próximos de uma parceria [no segmento de açúcar de varejo]”, afirmaram, sem dar prazos para a novidade.