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SÃO PAULO – As corretoras Planner e Concórdia avaliam de forma positiva o planejamento estratégico da Copel (CPLE6) para o período de 2011 a 2015, divulgado na última sexta-feira (15).
O analista Rafael Andreata, da Planner, acredita na capacidade de crescimento da empresa para os próximos anos e que a Copel alcançará os objetivos reportados no documento. “ Continuamos com nossa visão positiva para a companhia, que vem sendo negociada a múltiplos descontados em relação a outras empresas integradas do setor elétrico”, afirma.
A Planner recomenda a compra das ações da Copel, com o preço-alvo de R$ 52. Desta forma, o potencial de valorização dos papéis da companhia é de 30,98%.
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Apetite da Copel preocupa
Já a equipe de analistas da Concórdia, chefiada por Leonardo Zanfelicio, destaca a intenção da Copel em expandir suas operações, uma vez que a companhia ficou por vários anos deslocada do cenário de crescimento através de investimentos de ampliação de capacidade dentro do setor, fato que, aliás, possibilitou a inexistência de alavancagem da empresa.
Entretanto, a Concórdia mostra preocupação com o apetite da companhia para atingir suas metas. “Nos últimos pregões que a empresa resolveu participar, acompanhamos certa agressividade nos deságios e conformismo com baixas taxas de retorno, o que não é nada favorável”, constata a corretora.
Metas da Copel
Entre algumas de suas pretensões, a empresa reportou que tem o objetivo de expandir sua capacidade de geração em 44%, além de atingir 22% de participação de fontes alternativas na sua matriz energética em 2015. Na área de transmissão, a meta é expandir suas linhas em 52% no período e incrementar sua RAP (Receita Anual Permitida) em 62%. Já em distribuição, a companhia pretende expandir a base de clientes em 43%.