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SÃO PAULO – Com a aquisição da norte-americana Hayes Lemmerz por aproximadamente US$ 725 milhões, a Iochpe-Maxion (MYPK3) deve dobrar de tamanho. As corretoras Ativa e Itaú BBA avaliam a operação como positiva para a companhia.
Enquanto o Itaú vê como atrativo o preço pago pela empresa, a Ativa destaca o financiamento da compra, que ainda deixará a dívida da brasileira em patamares baixos. O preço-alvo fixado pela primeira às ações é de R$ 27, com performance acima do mercado (outperform) e da segunda, de R$ 26,15, com recomendação de compra (upsides: 38,46% e 34,10%, respectivamente, sobre a cotação de 6 de outubro).
Maior fabricante de rodas
Após a incorporação, a nova companhia se tornará a maior fabricante de rodas para veículos leves, tanto nos Estados Unidos como no Brasil. De acordo com os dados compilados pela Ativa, a aquisição também marca a entrada da Iochpe nos mercados europeu, onde a Hayes tem oito unidades, e africano, com uma subsidiária.
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A receita líquida estimada pela corretora para este ano deve dobrar após a compra. A previsão é de um total de R$ 5,66 bilhões, R$ 2,72 bilhões vindos da brasileira. O lucro líquido da Iochpe, porém, é maior, e com as duas integradas, deve chegar a R$ 362 milhões.
Riscos
O Itaú BBA, no entanto, alerta para os riscos que a operação envolve. Para começar, a aquisição é de uma magnitude muito grande e envolve todas as dificuldades de integração de uma mudança desse porte. Além disso, a alta exposição aos mercados desenvolvidos de EUA e Europa, que atualmente correm riscos de cair em uma nova recessão, pode deixar a empresa em alerta.
Por fim, Renata Faber e Thiago Macruz, que assinam o relatório da corretora, ressaltam que a união ainda terá que ser aprovada por órgãos reguladores da concorrência em todos os países nos quais as duas vão atuar. “Vemos o Cade [Conselho Administrativo de Defesa Econômica], do Brasil, como o maior risco”, afirmam os dois analistas.