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SÃO PAULO – Depois de rever toda sua estratégia de operação e vender diversos ativos adquiridos anteriormente para focar nas divisões Farma e Consumo, a Hypermarcas (HYPE3) já apresentou números mais fracos durante o terceiro trimestre – o resultado final foi um prejuízo de R$ 190,5 milhões.
Em função dessas mudanças, o Itaú BBA revisou toda a análise da empresa, rebaixou o preço-justo de suas ações para o fim de 2012, de R$ 18 para R$ 13,30, e reduziu estimativas para os próximos balanços a serem divulgados. Com isso, o potencial teórico de valorização dos papéis foi a 56,10% contra a cotação de 28 de novembro, e a avaliação permaneceu em desempenho em linha com o mercado (market perform).
Ano perdido
Na avaliação de Juliana Rozenbaum e Francine Martins, da corretora, 2011 foi um ano perdido para a Hypermarcas. Ao entender que o modelo de fusões e aquisições consecutivas era importante para garantir um crescimento a seus indicadores financeiros, ele era insustentável. “Ainda estamos observando um possível impacto no market share da Hypermarcas”, afirma o relatório, após avaliar a antiga estratégia da varejista.
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As perdas apresentadas foram, para os analistas, fruto de execuções fracas, visibilidade “terrível” e uma competição mais acirrada num momento de desaceleração do setor. Até dezembro, a tendência ainda é de queda, e os ativos HYPE3 devem continuar sendo negociados a preços menores, já que o marcado vê perda de credibilidade na administração, de acordo com o Itaú.
Assim, as estimativas de vendas caíram 11% na visão da corretora, o corte na previsão de Ebitda (geração operacional de caixa) se tornou 26,4% menor e as margens operacionais também foram diminuídas. Para os especialistas, a redução na compra de produtos da empresa, que atualmente oferece menos descontos e encurta o tempo de pagamento, já está atingindo todo o resultado do segundo semesrtre.
Mas no ano que vem…
Se anteriormente a expectativa era de um lucro líquido de R$ 432 milhões durante 2011, agora essa projeção foi a R$ 5 milhões negativos. A partir de 2012, porém, o Itaú BBA crê que a Hypermarcas realmente se tornará outra companhia, e deve começar a recuperar sua rentabilidade.
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Apesar de também terem cortado estimativas para os dois próximos anos, a margem Ebitda, por exemplo, já demonstra melhoras operacionais. As previsões incluem uma taxa apenas 2,4 pontos percentuais menor do que as antigas em 2012, e 1,9 p.p. mais baixa em 2013.
Confira os dados calculados pelo Itaú BBA para a Hypermarcas:
| (em R$ milhões) | 2011 | 2012 | 2013 |
|---|---|---|---|
| Receita Líquida | 3.704 | 3.806 | 4.299 |
| Ebitda* | 689 | 819 | 990 |
| Margem Ebitda | 18,6% | 21,5% | 23,0% |
| Lucro Líquido | (5) | 321 | 474 |
*geração operacional de caixa