Esperança

CoronaVac: voluntários brasileiros irão receber as primeiras doses de vacina chinesa contra a Covid-19

Acordo firmado entre o Instituto Butantan e o laboratório Sinovac prevê que o Brasil ficará com 60 milhões de doses para distribuição

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SÃO PAULO – Enquanto o mundo ainda enfrenta sérios problemas com a pandemia causada pelo novo coronavírus, uma potencial vacina contra a Covid-19 pode ser uma esperança. A partir desta segunda-feira (20), uma vacina chinesa, chamada CoronaVac, produzida pelo laboratório Sinovac, começa a ser testada em voluntários brasileiros.

A aplicação da vacina faz parte da etapa de testes de comprovação da eficácia do produto. No Brasil, o estudo é liderado pelo Instituto Butantan, em São Paulo. Segundo informações do laboratório chinês, cerca de 9 mil pessoas vão participar dessa etapa de testagem em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal.

Na última quarta-feira (15), o Instituto Emílio Ribas, em São Paulo, começou a cadastrar os voluntários que irão receber as primeiras doses do medicamento. As inscrições continuam abertas e a prioridade é testar os profissionais da área da saúde.

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De acordo com o governo do Estado de São Paulo, o Instituto Butantan está adaptando uma fábrica para a produção da vacina. A parceria entre o laboratório chinês e o Butantan foi anunciada no dia 11 de junho em coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes.

Na ocasião, o governador João Doria (PSDB) disse que, se comprovada a eficácia e segurança da vacina, ela será disponibilizada no SUS a partir de 2021.

A capacidade de produção do Instituto Butantan é de até 100 milhões de doses, segundo informou o governador. O acordo com o laboratório chinês prevê que, se a vacina for efetiva, o Brasil ficará com 60 milhões de doses para distribuição.

A vacina da Sinovac

Apontada como uma das vacinas mais promissoras do mundo em desenvolvimento, a CoronaVac está, atualmente, na chamada fase 3, onde um grande número de pessoas do mundo inteiro deve participar do estudo para validar se ela é eficaz.

Para isso, metade dos voluntários recebe a vacina e a outra um placebo. Após um mês, os cientistas analisam como cada grupo reagiu.

Nas etapas anteriores dos testes, cerca de mil voluntários chineses receberam doses da vacina e os resultados mostraram que 90% das pessoas ficaram imunes ao vírus em 14 dias.

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A vacina da Sinovac utiliza uma versão do vírus inativado em sua composição, ou seja, não há a presença do coronavírus Sars-Cov-2 vivo na solução, o que reduz os riscos deste tipo de imunização.

Vacinas inativadas são compostas pelo vírus morto ou por partes dele. Isso garante que ele não consiga se duplicar no sistema. É o mesmo princípio das vacinas contra a hepatite e a gripe.

A vacina implanta uma espécie de memória celular responsável por ativar a imunidade de quem recebeu o medicamento. Assim, quando entra em contato com o coronavírus ativo, o corpo da pessoa vacinada já está preparado para induzir uma resposta imune ao vírus.

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