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SÃO PAULO – Em resposta ao embargo levantado à construção de sua usina Colíder, localizada no Mato Grosso, a Copel (CPLE6) enviou um comunicado ao mercado em que afirma ter cumprido todas as solicitações da Secretaria de Estado de Meio Ambiente antes mesmo da decisão.
Na quarta-feira (21), o Ministério Público do Estado pediu a imediata paralisação das obras e multou a empresa em R$ 1,2 milhão. A Copel acredita que o restabelecimento das licenças ambientais deve acontecer “no menor espaço de tempo possível”.
Embargo
De acordo com o MP, o embargo teve de ser emitido porque a empresa não conseguiu comprovar que assinou acordos com proprietários da região, que terá áreas alagadas com a construção da planta hidrelétrica.
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Além disso, uma decisão judicial já havia suspendido as obras, mas a Copel teria ignorado a medida. A Justiça alega que falta um plano de gerenciamento de resíduos sólidos para o empreendimento.
A companhia nega as acusações, e afirma ter compromisso social e ambiental com a população do entorno da Colíder. No comunicado, o departamento de relações com investidores revela que em nenhum momento deixou de adotar o Plano Básico Ambiental da unidade.
UHE Colíder
A UHE foi adquirida pela Copel em julho do ano passado em um leilão realizado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). A operação custou R$ 1,26 bilhão à elétrica, que estima a potência instalada em 300 megawatts.
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Em projeções iniciais, a empresa garantia o início dos trabalhos na usina a partir do final de 2014.