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SÃO PAULO – Após o fechamento do pregão desta quarta-feira (24), JBS (JBSS3) e Vigor (VIGR3) enviaram simultaneamente um fato relevante informando que o acionista controlador da segunda companhia, o FB Participações – deverá fechar o capital na BM&FBovespa, através de uma OPA (Oferta Pública de Aquisição) de permuta com ações da primeira empresa.
Segundo o comunicado, cada ação da Vigor será paga por 1 ação da JBS acrescida de R$ 0,010812573 por ação, quantia equivalente à diferença dos dividendos declarados pela JBS e a Vigor no período e valoreste já corrigido pela variação do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) do seu pagamento até a data do leilão. As cotações atualmente alinhadas das ações de ambas companhias colabora para o cálculo: nesta quarta-feira, os papéis JBSS3 caíram 4,07%, indo de R$ 6,88 para R$ 6,60, enquanto VIGR3 subiu de R$ 6,57 para R$ 6,58.
O fechamento do capital já estava previsto pela companhia caso suas ações não conseguissem se adequar às condições de liquidez exigidas para fazer parte do segmento Novo Mercado. “Este compromisso da FB visa assegurar a todos os acionistas da Vigor, de forma igualitária e voluntária, a possibilidade de optar por uma ação com maior liquidez”, afirmam as empresas em comunicado divulgado ao mercado.
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O BNDES Participações, braço de investimentos do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) e um dos principais acionistas da Vigor, já se comprometeu em aderir à OPA. Além disso, a FB se comprometeu a não transferir, ceder ou alienar as 51.281.432 de ações de emissão da JBS de sua titularidade até a data de realização do leilão da OPA.
A acionista controladora apresentará oportunamente, o pedido de registro da OPA perante a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e BM&FBOVESPA.
Novo adeus
De saída da Bovespa, a Vigor teve o capital aberto na bolsa em 22 de junho do ano passado por meio da JBS. Na época, o frigorífico anunciou que trocaria até 149,7 milhões de JBSS3 por papéis da Vigor. Para isso, ela faria uma recompra de suas ações para posterior troca delas por ações da Vigor, avaliadas em R$ 7,96. De lá pra cá, os ativos VIGR3 somaram perdas de 17,34% na bolsa.
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Mas não era a primeira que a Vigor experimentava a sensação de ter ações negociadas na Bovespa. Em 2008, o Grupo Bertin, que um ano antes havia adquirido o controle indireto da fabricante de laticínios, entrou com pedido para cancelamento de registro de suas controladas, a Leco (LECO4) e Vigor (VGOR4), para a então aquisição de 100% das ações ordinárias e preferenciais das companhias.
Em 2009, a JBS adquiriu o Grupo Bertin, que controlava a Vigor. Neste mesmo ano foi realizada a OPA em uma operação que movimentando cerca de R$ 239 milhões e resultou no cancelamento de registro da empresa na bolsa.