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SÃO PAULO – O peso da inflação e dos tributos do início do ano fizeram com que os setores de higiene e beleza fossem um dos mais afetados pelo recuo na demanda do consumidor brasileiro. A saída encontrada pela Drogasil (DROG3) foi diluir os custos no repasse de preços de medicamentos e acrescentar produtos com margens superiores, revelou o presidente da empresa, Claúdio Roberto Ely, ao podcast da Rio Bravo.
As drogarias ganham com a diferença entre o preço obtido no fornecedor e o valor máximo para o repasse de preços ao consumidor, explica Ely. Desta forma, com a empresa capitalizada, é possível repassar o aumento de outros custos ao consumidor. “Se eu fico pressionado pelos preços, eu consigo diminuir este desconto e recompor a margem”, afirma.
“Nós não ganhamos dinheiro vendendo, e sim comprando e diluindo custos”, diz o presidente da companhia, Claudio Roberto Ely. A empresa tem buscado adicionar produtos com margens maiores e elevar as vendas. “No início desse ano o custo subiu um pouco, porque a empresa, para se preparar para outro salto, investe em custos”.
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Aluguéis e salários
Com o repasse de preços, as maiores despesas da Drogasil ficam com o aluguel de empreendimentos e com o salário de funcionários. Ely afirma que os aluguéis são negociados por um período mínimo de cinco anos, e que a empresa costuma vencer as disputas pelos contratos de renovação.