Petrobras

Consultoria recomenda que acionistas rejeitem o balanço de 2014 da Petrobras

"Existem preocupações sérias em relação às contas apresentadas pela empresa, e as questões foram suscitadas sobre a metodologia utilizada para calcular as perdas devidas por conta das práticas de corrupção e impairments", destaca a ISS

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SÃO PAULO – A consultoria de investimentos ISS (Institutional Shareholder Services) está recomendando que os acionistas rejeitem o balanço da Petrobras (PETR3;PETR4) referente a 2014. A estatal convocou uma AGE (Assembleia Geral Extraordinária) para 25 de maio com o objetivo de deliberar sobre as demonstrações contábeis de 2014, publicadas no dia 22 de abril. As informações são da Bloomberg. 

“Existem preocupações sérias em relação às contas apresentadas pela empresa, e as questões foram suscitadas sobre a metodologia utilizada para calcular as perdas devidas por conta das práticas de corrupção e impairments”, destaca a ISS.

A consultoria destaca que as demonstrações financeiras de 2014 e os relatórios estatutários foram aprovados apenas por sete membros do conselho nomeados pelo acionista controlador, o governo federal brasileiro, sendo que quatro estão sendo investigados pela CVM por potenciais violações em seu dever fiduciário.

E destaca ainda que os representantes dos minoritários e dos empregados foram contra ou se abstiveram de aprovar as demonstrações financeiras. Dois membros do Conselho Fiscal votaram contra a aprovação do balanço: Reginaldo Ferreira Alexandre e Walter Albertoni à luz das preocupações sobre a metodologia utilizada pela empresa e pela falta de uma abordagem mais conservadora.

“A aprovação dos relatórios estatutários da empresa poderia provavelmente destituir alguns diretores, alguns dos quais já estão sob investigação pelo órgão regulador do país, a partir de responsabilidade civil por decisões tomadas em relação ao ano fiscal relevante”, afirma a consultoria. 

A Petrobras divulgou o balanço referente ao ano de 2014 no último dia 22 de abril registrando R$ 6,2 bilhões em perdas com corrupção em decorrência da Operação Lava Jato e R$ 44,3 bilhões de baixa em decorrência da desvalorização de ativos, os chamados impairments. Em 2014, a empresa registrou perdas de R$ 21,6 bilhões. 

 

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