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SÃO PAULO – O Barclays cortou de R$ 22,00 para R$ 17,00 o preço-alvo da Eletropaulo (ELPL4), o que implica em um downside de 15,42% para um ano, se comparado ao fechamento desta terça-feira (17). O banco classifica ainda a empresa com uma recomendação underweight (peso abaixo da média do mercado).
A insitutição considerou a revisão tarifária como determinante para o corte, assim como o Citi na semana passada, quando cortou o preço-alvo e recomendou a venda das ações.
Em relatório assinado por Francisco Navarrete, Tatiane Shibata e Giovanna Siracusa, a avaliação reflete um menor pagamento de dividendos em 2012 e 2013, entre 25% e 50%, contra os 50% a 75% anteriormente projetados. Isso acontece porque a companhia terá que preservar o caixa para outros propósitos, como ressarcir os consumidores em R$ 1 bilhão por conta da demora na revisão tarifária, fato que deveria ter acontecido ano passado.
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O Barclays também destaca alguns valores que podem ser desembolsados. A Eletropaulo pede um ressarcimento de R$ 700 milhões por conta dos cabos utilizados entre o último ciclo de revisão tarifária, mas por outro lado aguarda pela decisão judicial sobre o potencial pagamento de R$ 1,2 bilhão ao governo, decorrente da diferença de análises entre a empresa e o órgão público. O desfecho deve sair em 18 meses, escreve o analista.
Cresce chance de desfecho negativo
A instituição, depois de se reunir com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), observa maior possibilidade de uma decisão negativa para a companhia, já que a não penalização da companhia levaria a Aneel a enfrentar um “risco moral” – servindo como incentivo às outras distribuidoras não ajustarem suas bases de ativos.
Além disso, a devolução das receitas da empresa estaria condicionada à fraude, mas alguns diretores da Aneel veem que um erro de contabilidade podem ocasionar as mesmas consequências. No momento, ainda não se sabe se a companhia se beneficiou de uma base de ativos inflada, alerta a equipe do Barclays.