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SÃO PAULO – Os resultados da Lojas Americanas (LAME4) e de seu braço no comécio eletrônico, a B2W Varejo (BTOW3) foram interepretados de forma divergente pelo mercado.
O prejuízo da B2W aumentou 18,0%, para R$ 47,9 milhões, ante déficit de R$ 40,6 milhões registrado de um ano antes, mas a receita líquida da varejista aumentou 20,8%, para R$ 1.117,5 bilhão.
A Lojas Americanas, por sua vez, teve lucro líquido 60% maior no comparativo anual, passando de R$ 49,2 milhões para R$ 78,7 milhões.
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O resultado da LAME4 agradou tanto o HSBC quanto a Concórdia, mas a primeira instituição de mostrou surpreendida pelos números.
Em relação à B2W, o resultado veio abaixo do esperado pelo HSBC. Para o BB Investimentos, no entanto, os números vieram alinhados com o aguardado.
No dia seguinte às divulgações, no entanto, as ações da LAME4 tiveram leve alta de 0,51%, enquanto as da B2W saltaram 4,95%.
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Confira a opinião das instituições sobre o balanço das empresas:
| Empresa: | Ticker: | Opinião do HSBC: | Opinião do BB Investimentos: | Opinião da Concórdia: |
| Lojas Americanas | LAME4 | Lucro, receita e Ebitda acima do esperado. Recomendação: overweight (abaixo da média do mercado) | O resultado consolidado foi impactado positivamente pela B2W, que favoreceu tanto no crescimento da receita, como na evolução da margem bruta | Resultado bom, com destaque para o grande número de lojas abertas entre os períodos, o bom desempenho nas mesmas lojas e a boa gestão de custos e despesas. Recomendação de manutenção |
| B2W | BTOW3 | Prejuízo abaixo do esperado, com receita e Ebitda acima das expectativas. | Desempenho estável, com crescimento consistente, apesar de menor ritmo de vendas | X |
A receita líquida de R$1,2 bilhão ficou 14% acima de nossa estimativa, 11,8% acima do consenso e representou crescimento de 17,4% A/A. A forte recuperação na receita foi surpreendente, depois de um crescimento A/A de apenas 1,5% no 2T e uma redução de 2,7% no 1T. Como esperávamos, a B2W abriu novos centros de distribuição em quatro estados diferentes em outubro. O nível de reclamações de consumidores mostrou uma melhoria contínua A/A. Contudo, observamos que as reduções em 9 meses de duas medidas (PROCOM e TJRJ) foram menores que os números em 6 meses registrados em junho.
O forte desempenho na receita parece ter sido causado em grande parte pela prática de descontos. A margem bruta de 23,8% ficou abaixo de nossas estimativas e do consenso, e também dos dois primeiros trimestres de 2012. Entretanto, houve uma melhoria de 159 pontos-base A/A, bom base nos números do 3T11 ajustados.
O EBITDA totalizou R$83 milhões, e foi superior à nossa estimativa, principalmente em virtude do aumento na receita. A margem EBITDA chegou a 6,7%, e representou uma queda de 84 pontos-base A/A, em virtude do aumento nas despesas de vendas.
As estimativas, o preço alvo e a classificação serão revistos após a teleconferência
No 3T12, a B2W divulgou um prejuízo líquido de R$45 milhões, pior que nossa estimativa de R$37 milhões, e que o consenso de R$32 milhões. Embora a receita tenha apresentado uma boa recuperação, a margem bruta manteve sua tendência de queda e os “prejuízos não operacionais” não definidos contribuíram para um prejuízo recorde no resultado final.
A receita líquida de R$1,2 bilhão ficou 14% acima de nossa estimativa, 11,8% acima do consenso e representou crescimento de 17,4% A/A. A forte recuperação na receita foi surpreendente, depois de um crescimento A/A de apenas 1,5% no 2T e uma redução de 2,7% no 1T. Como esperávamos, a B2W abriu novos centros de distribuição em quatro estados diferentes em outubro. O nível de reclamações de consumidores mostrou uma melhoria contínua A/A. Contudo, observamos que as reduções em 9 meses de duas medidas (PROCOM e TJRJ) foram menores que os números em 6 meses registrados em junho.
O forte desempenho na receita parece ter sido causado em grande parte pela prática de descontos. A margem bruta de 23,8% ficou abaixo de nossas estimativas e do consenso, e também dos dois primeiros trimestres de 2012. Entretanto, houve uma melhoria de 159 pontos-base A/A, bom base nos números do 3T11 ajustados.
O EBITDA totalizou R$83 milhões, e foi superior à nossa estimativa, principalmente em virtude do aumento na receita. A margem EBITDA chegou a 6,7%, e representou uma queda de 84 pontos-base A/A, em virtude do aumento nas despesas de vendas.
As estimativas, o preço alvo e a classificação serão revistos após a teleconferência