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SÃO PAULO – A T4F Entretenimento (SHOW3) registrou prejuízo líquido de R$ 31,21 milhões no quarto trimestre de 2012, ante um lucro de R$ 12,54 milhões nos três meses imediatamente anteriores, conforme comunicou a companhia nesta quinta-feira (21). No acumulado do ano, o prejuízo foi de R$ 3,95 milhões, ante lucro de R$ 61,07 milhões em 2011. Os últimos três meses foram os piores da companhia no ano de 2012.
Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) foi negativo em R$ 50,736 milhões, enquanto no acumulado do ano, foi de R$ 5 milhões. Este resultado representou uma baixa de 95% na comparação com 2011, quando somou R$ 108 milhões.
A margem Ebitda (Ebitda/receita líquida), por sua vez, foi negativa em 19,7% no quarto trimestre, enquanto em 2012, foi positiva em 0,7%. Este número foi 16,8 pontos percentuais abaixo do observado de 2011, quando fechou a 17,7%.
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Em 2012, a receita líquida da T4F apresentou crescimento de 14%, alcançando R$ 694 milhões contra R$ 610 milhões em 2011. No quarto trimestre, este item subiu 24% na comparação com o mesmo período do ano passado, somando R$ 181,11 milhões
Resultado marcado por aumento da concorrência e cachês
De acordo com a companhia, o ano de 2012 foi marcado por inúmeros desafios no ambiente competitivo da T4F, justificando a forte queda de 49% do lucro bruto em meio às menores receitas com bilheteria de shows internacionais e um aumento dos custos de produção associados.
Estes últimos decorrem do maior número de apresentações, cachês maiores em função do nível dos artistas e devido ao impacto cambial, além dos maiores custos de produção e de logística devido ao maior número de apresentações, assim como a alta dos custos de mídia.
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Além disso, informou a T4F, o resultado foi impactado principalmente pelo desempenho aquém do esperado do evento Música ao Vivo. Entretanto, a companhia destacou que o baixo desempenho destes eventos, “principalmente no que diz respeito ao público pagante, contrariam totalmente a nossa experiência histórica neste tipo de evento, mas não pode ser associado a um único fator determinante, mas a uma conjuntura de fatores”. Eles destacaram a conjuntura macroeconômica nacional e o aumento da concorrência, que inflacionou os cachês.