Concorrência do BTG assusta e Cielo registra maior queda em 2 meses

Papéis também refletem início de cobertura do Barclays, com recomendação equivalente a neutro; analistas veem risco de mudanças regulatórias até o quarto trimestre

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SÃO PAULO – As ações da Cielo (CIEL3) caíram forte nesta quarta-feira (17) após o Banco BTG Pactual (BBTG11) sinalizar que deve entrar no ramo de adquirência através do Banco Pan (BPNM4). Com isso, os papéis da companhia tiveram queda de 2,91%, terminando cotadas a R$ 55,34 – sua pior sessão desde 16 de maio –, enquanto o Ibovespa avançou 1,15%, a 47.407 pontos. Os ativos de BTG e Panamericano ficaram estáveis. 

O ramo de adquirência é praticamente um duopólio de Cielo e Redecard, embora o Santander (SANB11) também esteja ganhando mercado através da GetNet e a Elevon tenha registrado um acordo com a Bematech (BEMA3), fabricante de POS (Points of Sale). A Caixa Econômica Federal é sócia do Banco Pan. 

Além disso  Barclays iniciar cobertura do ativo com recomendação equal-weight (desempenho em linha com a média), em relatório, os analistas Gerardus Vos e John King, do banco de investimentos, comentaram que a recomendação deve-se ao risco de mudanças regulatórias no setor até o quarto trimestre e aumento da competição, que compensa a atratividade do setor, levando a menor MDR (Merchant Discont Rate) – taxa cobrada dos estabelecimentos comerciais por cada operação realizada com cartão. O preço-alvo é de R$ 60,00 – representando um potencial de valorização de 5,26% em relação ao fechamento de ontem. 

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Com isso, eles esperam por um crescimento de CAGR (crescimento da receita bruta a uma taxa composta média) de apenas 7,3% para o período de 2012 a 2015, representando uma rápida desaceleração alcançada entre 2008 e 2012 de quase 20%. 

Entretanto, os analistas estimam que a Cielo continuará mostrando uma expansão de dois dígitos no LPA (Lucro por Ação) e alcançará guidance de 7% a 10% no exercício desde ano.