Concorrência com Bats deve pressionar margens da BM&F Bovespa, diz Ativa

Margens operacionais e potencial de crescimento são fatores de atração para entrada de novas plataformas no País

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SÃO PAULO – “Potencialmente negativo para a BM&FBovespa”; foi assim que a Ativa Corretora avaliou a entrada da Bats Global Markets como nova concorrente no mercado de bolsas de valores brasileiro. Uma prova deste sentimento seria o próprio desempenho das ações da BM&FBovespa (BVMF3) desde que surgiram rumores da operação, no início deste ano. Os papéis acumulam uma queda de 12,8% em 2011.

A entrada da Bats torna-se potencialmente negativa para a BM&FBovespa na medida em que “poderá abocanhar uma parte do volume negociado pela bolsa, além de forçar preços e margens para baixo”, afirma Luciana Leocadio, da Ativa, em relatório.

Segundo a analista, a entrada de uma nova bolsa no Brasil já era algo esperado em razão das altas margens operacionais e do forte potencial de crescimento do mercado.

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Medidas de defesa
Vale ressaltar que a BM&FBovespa já vem tomando medidas para defender-se da entrada de novas plataformas, realizando ajustes tecnológicos e na política de preços, dado que o aumento da concorência é tido como inevitável. Acordos, como o com a CME (Chicago Mercantile Exchange), evidenciam a busca por diversificação e parceiros de peso, segundo a Ativa.

Barreiras
Por outro lado, a analista entende que “há barreiras de entrada no mercado brasileiro, relativas à sua complexidade operacional e regulatória, que poderão retardar este processo em alguns anos”.

Ademais, a Ativa segue recomendando compra para os papéis da BM&FBovespa, estabelecendo preço-alvo de R$ 14,94 para dezembro de 2011, o que equivale a um potencial teórico de valorização de 30,48% em relação ao fechamento do último pregão.

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Operações iniciais
Inicialmente, com a entrada do concorrente está prevista a negociação de ações das mesmas companhias listadas na bolsa de São Paulo, via brokers, e num segundo momento poderão surgir também negociações de derivativos.