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SÃO PAULO – O Bradesco (BBDC4) realizou na véspera a reunião anual Apimec (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimentos do Mercado de Capitais) para discutir resultados, perspectivas e estratégias para os próximos anos. Na avaliação da equipe de análise da Concórdia, liderada por Leonardo Zanfelicio, o evento foi muito positivo, tendo em vista que o banco conseguiu demonstrar que realmente entregou a maioria das propostas apresentadas no passado.
De acordo com o analista, o banco atingiu posição de destaque em diversos segmentos de atuação. “Como resposta a estas diversas iniciativas adotadas, podemos verificar que a performance operacional do banco evoluiu consistentemente ao longo destes últimos 10 anos, inclusive se tornando um dos maiores bancos do País”, afirma Zanfelicio.
A Concórdia destaca que embora a situação econômica seja desafiadora para as principais economias do mundo, principalmente Estados Unidos e Europa, eles acreditam que a economia brasileira está em um momento diferenciado, o que propicia aos bancos mais preparados do País – como Bradesco, Banco do Brasil (BBAS3) e Itaú Unibanco (ITUB4) -, um futuro promissor nos próximos anos. No caso do Bradesco, Zanfelicio elogia o foco da instituição no mercado doméstico, ressaltando que mais de 95% de seus clientes são brasileiros.
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Investimentos em expansão
Durante a reunião, o Bradesco informou que continuará acelerando seus investimentos em expansão nos próximos dois anos, por isto, espera que seu índice de eficiência (relação das despesas operacionais sobre as receitas) mantenha-se no patamar atual de 42% até 2013, para depois voltar a cair de forma mais rápida e consistente.
Para que o banco se mantenha competitivo no médio e longo prazo em qualquer região do mundo, Zanfelicio aponta como essencial os investimentos em melhoria de processos, tecnologia de informação, segurança, inovação e diversificação de produtos. “E é justamente isto o que o Bradesco priorizou e continua priorizando para se manter em uma posição de destaque neste segmento de negócios”.
Diante deste cenário, a Concórdia mantém recomendação de compra para o Bradesco, com preço alvo de R$ 41,06 por ação, o que representa um upside (potencial teórico de valorização) de 84,13%.