Concórdia eleva preço-alvo de AES Tietê com projeções positivas

Alta nas tarifas de energia e possibilidades com a Termo São Paulo são vistas com bons olhos pela corretora

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SÃO PAULO – Um cenário macroeconômico positivo para o setor de energia e investimentos em uma termelétrica paulista fizeram a Concórdia revisar o preço-alvo das ações preferenciais AES Tietê (GETI4) para cima, a R$ 27,78.

Com a mudança, o potencial técnico de valorização estimado por Karina Freitas, que assina o relatório com Leonardo Zanfelício, foi a 23,4% para os próximos 12 meses, em relação à cotação do último dia de agosto. A recomendação para os papéis continua sendo de compra.

Cenário positivo
A corretora acredita que as taxas da distribuição de eletricidade devem continuar numa trajetória ascendente, pelo menos, até 2014. Além disso, a participação estimada de 70% da empresa na Termo São Paulo deve ser positiva principalmente por causa da estimativa de aumento da fonte energética no total da matriz brasileira.

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Além disso, apesar de a expansão dos preços começar a ser controlada depois de 2015, quando os contratos de concessão deverão ser renovados, a AES Tietê não está exposta a este processo. Até esse ano, a previsão é de crescimento nas receitas e na margem Ebitda nos resultados trimestrais da companhia. O fim do contrato bilateral com a Eletropaulo, no entanto, pode inverter esse sinal. “Em 2016, trabalhamos com significativa perda de receita e margens”, afirma o documento.

Outro motivo para se investir no papel GETI4, de acordo com a Concórdia, é o alto rendimento dos dividendos em relação ao preço das ações. O yield projetado até o fim deste ano é de 9,7%, podendo chegar até a 11,2% em 2014.

Riscos
Os principais riscos relacionados a investimentos na empresa, na visão da corretora, estão na possibilidade de os preços de energia elétrica virem menores do que o esperado. Além disso, pode ser que o projeto Termo São Paulo não seja levado adiante, ou que a participação da AES seja menos relevante do que os 70% calculados.

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Por fim, caso a política de distribuição de dividendos seja alterada para baixo, os papéis também se tornariam menos atrativos. Se a economia também se comportar abaixo da expectativa, o setor elétrico, e consequentemente, a companhia, seriam afetados.