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SÃO PAULO – O Bank of America Merrill Lynch realizou uma conferência com a equipe de administradores da Localiza (RENT3) e a visão do banco foi bastante positiva. Para o BofA, o cenário permanece favorável para a empresa, amparado pela forte demanda e pelo sólido crescimento.
Otimista com a companhia, Sara Delfim, analista do BofA, reiterou a recomendação de compra para as ações da Localiza, com preço-alvo de R$ 33,00 para o final deste ano, o que representa um potencial de valorização de 20% com base na última cotação de fechamento.
A estratégia da Localiza continua sendo abrir mais lojas para impulsionar a venda de carros usados, além disso, o volume de alugueis continua sólido, apresentando crescimento e sustentando as vendas. A divisão de semi-novos, por exemplo, alcançou vendas anualizadas de 60 mil veículos em 2011, com expectativas de manutenção dos preços.
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As estimativas do BofA para receita líquida para 2011, de R$ 3 bilhões, e Ebitda (geração operacional de caixa), de R$ 795 milhões, estão em linha com as projeções da própria companhia, destacou o banco em relatório.
Competição não é um problema
Para os investidores, a grande preocupação com a Localiza parece ser o aumento da concorrência, já que a Unidas sinalizou a intenção de se capitalizar. Porém, para Sara, a concorrência está a “milhas de distância” da Localiza.
A analista observa que, em 2010, a margem Ebitda (relação percentual entre a geração operacional de caixa e a receita líquida) da Localiza foi de 25%, contra apenas 19% da Unidas. Além disso, a política de preços da Unidas é mais agressiva, trazendo algumas linhas do balanço, como Ebitda, para baixo, quando comparadas com a Localiza.
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Por fim, a Unidas deve permanecer focada na lucratividade no curto prazo, ao invés de buscar ganhos de market share, preferindo impulsionar a sua geração de caixa.
Segundo trimestre forte
A expectativa do BofA para o 2T11 da Localiza é positiva. Repetindo o bom momento visto no trimestre anterior, os volumes da companhia devem mostrar um patamar forte.
No segmento de aluguel de carros, embora os volumes não sejam tão altos como foram no 1T11, a demanda continua forte e deve sustentar um crescimento vigoroso das receitas, destacou a analista do BofA. A projeção é que esse segmento tenha um avanço de 21% em comparação com o mesmo trimestre do ano passado. Já a margem Ebitda deve ser preservada, no mesmo nível daquela apresentada no 2T10, revelou o banco.