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SÃO PAULO – Uma decisão da Estácio (ESTC3), confirmada na noite de ontem, gerou polêmica e muita repercussão. Cerca de um mês após a entrada em vigor das novas regras trabalhistas, a Estácio comunicou nesta terça-feira a demissão de 1.200 professores. Atualmente, a instituição possui hoje cerca de 10 mil docentes. O mesmo número de professores será contratado em janeiro para substituir aqueles despedidos.
Segundo o Itaú BBA, esta iniciativa está em consonância com a estratégia que a empresa vem apresentando no mercado com o objetivo de otimizar sua estrutura de custos e, como a empresa tem atualmente 10 mil professores, esta é uma etapa relevante.
“Devemos ter em mente que este processo, embora positivo e chave para apoiar a expansão da margem para o futuro, provavelmente implicará uma despesa não-recorrente nos resultados do quarto trimestre de 2017”, apontam os analistas.
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Segundo a nota da assessoria de imprensa da Estácio, “todos os profissionais que vierem a integrar o quadro da Estácio serão contratados pelo regime CLT, conforme é padrão no grupo”. De acordo com a companhia, a reorganização tem como objetivo manter a sustentabilidade da instituição e foi realizada dentro dos princípios do órgão regulatório.
Contudo, há algumas questões polêmicas que estão no radar. À Folha de S. Paulo, um professor demitido na disse que a demissão em massa não havia sido sinalizada e surpreendeu. De acordo com ele, existia uma desconfiança por parte dos professores quando a reforma trabalhista entrou em vigor, mas não se esperava que aconteceria com tamanha dimensão e tão cedo.
Além disso, questionada pela reportagem, a Estácio não informou que critérios usará para selecionar o novos professores que cobrirão o rombo. A nova CLT determina um intervalo de 18 meses para que os mesmos profissionais sejam recontratados pelo regime intermitente. Em nota, a empresa disse apenas que lançou “um cadastro reserva de docentes para atender possíveis demandas nos próximos semestres, de acordo com as evoluções curriculares”.