Evolução

Como a tecnologia está transformando a sala de aula? Executivos debatem futuro da educação

Em evento promovido pelo Credit Suisse, executivos apontam o rumo da educação com a inserção da tecnologia

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SÃO PAULO – A educação na era da tecnologia passa por mudanças mais lentas do que vistas em outros segmentos. Porém, executivos da área garantiram, durante evento promovido pelo Credit Suisse nesta terça-feira (28), que elas seguem contribuindo para o aperfeiçoamento e desburocratização de alguns processos.

De acordo com David Peixoto, CFO da Arco Educação, o erro no setor custa muito caro e o os avanços são utilizados para complementar os recursos já existentes – criando instrumentos para melhorar a performance do aluno.

Em um cenário que a tecnologia modifica as relações e o espaço físico, a sala de aula permanece no mesmo formato e conforme Humberto Machado, CFO da Eleva Educação – rede que conta com 115 escolas próprias e mais de 150 mil alunos usando o material didático do sistema de ensino -, a escola, mesmo com o desenvolvimento proporcionado pelas novas tecnologia, continuará sendo um negócio pautado na interação humana.

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“Tem alguns pilares que você consegue incorporar a tecnologia mais rápido, porém você não vai poder abrir mão da presença do professor na educação. Os pais têm a necessidade de sentir que o filho está sendo bem acolhido na escola e, por essa necessidade, o setor precisa de um tempo maior para evoluir e seguir o mercado”, avalia Machado.

Para Julio De Angeli, VP de inovação da Afya Educação, a transformação está acontecendo com o aluno. O desafio para o profissional de educação é entender a cabeça desse novo jovem, que vem totalmente programado – com uma forma de raciocinar completamente diferente e, se o gestor ou o professor estiver distante desse público, o risco, sobretudo do ponto de vista de negócio, é grande.

Tecnologia como inovação

Os executivos apontam que é preciso ter cuidado durante a inserção da tecnologia no contexto educacional para não causar impactos negativos no processo de formação, pois algumas delas possuem um caráter mais comercial que pedagógico.

Para o futuro, é almejado a criação de um ecossistema que utilize dos dispositivos tecnológicos para gerar engajamento e transformar a figura do professor em um facilitador, que entenda a realidade de cada aluno e leve para a sala de aula ferramentas que permitam o desenvolvimento de habilidades sócio-emocionais.

“Existem países como a Coreia do Sul, que conseguiram desenvolver sua educação plenamente no modelo tradicional, virando referência nos índices mundiais, mas que não conseguem desenvolver nos alunos skills que os transformem em líder ou os ajudem a trabalhar em grupo”, afirmou Humberto Machado.

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David Peixoto ainda pontua que é preciso pensar a tecnologia no setor como inovação, que promove mudanças na estrutura curricular e a inclusão. “A evolução é vantajosa e, com ela, conseguimos customizar os conteúdos e grupos que no modelo padronizada eram excluídos”, acrescenta.

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