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SÃO PAULO – “Bem, quando os fatos mudam, eu mudo minha mente. O que você faz, senhor?” É com essa pergunta que o JPMorgan inicia o seu relatório em que rebaixou as ações da Petrobras (PETR3;PETR4) de overweight (exposição acima da média do mercado) para neutra, em meio à combinação infeliz de deterioração política e macroeconômica brasileira, o que levou a perda do grau de investimento pela S&P. O JPMorgan cortou o preço-alvo do ADR de US$ 10,50 para US$ 7,50.
A alta volatilidade dos preços do brent e o risco de uma maior deterioração do preço de câmbio convenceu o JPMorgan a dar um passo para trás e levar o banco a fazer o downgrade para os papéis da companhia. Esse cenário macroeconômico inclui a perda do grau de investimento tanto pela Moody’s (há sete meses) e agora pela Standard & Poor’s, o que leva a companhia a se tornar uma empresa de alto yield, com implicações do lado da dívida e do capital próprio.
Para os analistas, há uma combinação negativa poderosa na companhia: a expectativa de recuperação dos preços do brent em 2016 para US$ 60 o barril e a valorização ainda mais forte do dólar, com a revisão das projeções de R$ 3,41 para R$ 4,30.
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Assim, a combinação destes dois fatores obrigaria a Petrobras para chegar a um poderoso aumento de preço de 35% no ano que vem, “que consideramos improvável.” “Incorporamos um aumento de preço da gasolina de 5% em 2015 e de 15% em 2016 tanto para diesel e da gasolina em 2016, recuperando parcialmente a perda. Neste ponto, o aumento do preço do combustível é uma das poucas ações que a gestão pode tomar para evitar um consumo de caixa considerável no curto prazo”.
“Esperamos que as ações da Petrobras reflitam um aumento da percepção de risco para o Brasil”, avaliam os analistas. Além disso, o custo da dívida vai aumentar, como o esperado. “Em nossa opinião, o brasileiro e o rebaixamento da empresa encolhe a oportunidade da janela para a Petrobras emitir nova dívida nos mercados de capitais”.