Com sinais de melhora, Morgan Stanley eleva projeção do PIB dos EUA

Previsões do banco para o segundo e terceiro trimestres passaram de -3,5% e -1% para -2,5% e -0,5%, respectivamente

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SÃO PAULO – Os dados mostram uma melhora do cenário, os investidores refletem isso aumentando o apetite ao risco e dando início a um ciclo virtuoso entre alta nos mercados e melhora na economia. É dessa fora que o Morgan Stanley resume a situação atual nos Estados Unidos.

Com isso em mente, o banco optou por revisar suas estimativas, elevando as projeções para o PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano. As previsões para o segundo trimestre deste ano passaram de -3,5% para -2,5%, enquanto para o terceiro trimestre elas passaram de -1% para -0,5%.

Entretanto, o Morgan Stanley ressalta que sinais de melhora não significam que a recuperação já esteja em curso. Para o ano fechado de 2009, as estimativas do banco são de contração de 3,1% no PIB, enquanto 2010 deve trazer uma melhora, com a economia crescendo 2%.

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Melhorias X Problemas

É inegável que os primeiros meses de 2009 trouxeram sinalizações de melhora da economia. Como exemplos, o Morgan Stanley cita o rali dos ativos de risco, o declínio da volatilidade, a redução dos spreads de crédito e a queda nos yields de hipotecas, além da melhora do acesso ao mercado de crédito e dos volumes de transações.

Porém, o banco alerta que “apesar da melhora, as condições financeiras ainda são restritivas”. Os maiores problemas, segundo os analistas, são: a continuidade do declínio no preço dos imóveis residenciais e comerciais, a baixa demanda e aumento dos estoques naquele setor, além do aumento do desemprego e a baixa utilização de capacidade da indústria.

A conclusão da instituição é que, embora as condições tenham melhorado, a recuperação ainda não começou. “Como resultado, nós acreditamos que os mercados de ativos de risco estão exagerados e que é provável uma consolidação ou rali de bear market nos Treasuries”, declara o banco.

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O que o futuro reserva?

Conforme análise do Morgan Stanley, a continuidade das restrições no mercado financeiro devem atingir as contratações e investimentos, além de impactos já previstos em setores mais diretamente afetados pelo crédito, como o de bens de consumo.

Entretanto, é válido observar que tanto os indicadores de desemprego quanto aqueles de investimentos tipicamente apresentam reflexos retardados, “então eles devem melhorar no tempo certo”, afirma o banco.

Por fim, os analistas alertam também para os riscos de deflação. As estimativas do Morgan Stanley para este ano são de que o CPI (Consumer Price Index) registre variação negativa de 0,9%, enquanto a previsão é que o núcleo do CPI registre alta de 1,4% ao final de 2009.