Com referências externas negativas, dólar comercial fecha em alta de 1,74%

Indicadores dos EUA e da China ficam aquém do esperado; fluxo cambial positivo e compra de dólares pelo BC são analisados

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SÃO PAULO – Após ter apresentado quatro quedas consecutivas, o dólar comercial vem se recuperando diante da moeda brasileira, fechando esta quarta-feira (13) em alta pela segunda vez seguida. Nesta sessão, a divisa norte-americana teve forte valorização de 1,74%, sendo cotada a R$ 2,104.

A apreensão dos investidores diante de indicadores econômicos aquém do esperado e de resultados corporativos ruins favoreceu o movimento de perdas visto nos principais mercados do mundo. No âmbito interno, destaque para o fluxo cambial e para a realização de compra de dólares pelo Banco Central.

Referências externas

Dentre as empresas que apresentaram seus números referentes aos três primeiros meses de 2009, destaque para a Allianz, maior seguradora da Europa, que viu seu lucro cair 97% em comparação ao mesmo período de 2008. Contribuíram negativamente para o setor da região os números do ING e do UniCredit.

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Na China, a evolução da produção industrial em abril foi abaixo do esperado. Na Europa, o mesmo indicador teve queda recorde no quarto mês do ano. Já nos EUA, o volume das vendas ao mercado varejista recuou mais do que o esperado na passagem entre março e abril.

Compra de dólares e fluxo cambial

No âmbito interno, o Banco Central voltou a intervir no mercado cambial, ao realizar entre às 15h05 e às 15h15 a compra de dólar no mercado à vista. Segundo o Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais), a taxa aceitou ficou em R$ 2,1075.

Ainda na sessão, o BC divulgou o saldo do fluxo cambial, que ficou positivo em US$ 1,162 bilhão no acumulado dos primeiros cinco dias úteis de maio, mantendo a tendência positiva vista em abril, quando fechou com superávit de US$ 1,43 bilhão. No ano, há déficit de US$ 382 milhões.

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Confira as cotações do dólar

O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,1020 na compra e R$ 2,1040

na venda, forte alta de 1,74% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,3000, representando um ágio de 9,42%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 3,62% em maio, frente
à baixa de 5,58% registrada no mês passado.

No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 9,97%.

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Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho
encerrou o dia cotado a R$ 2.118,
forte alta em relação ao fechamento
de R$ 2.081

da última terça-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, fechou em forte alta,
atingindo R$ 2.130 frente
à R$ 2.094 do fechamento de
terça-feira.

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O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 2,1050000.

FRA de cupom cambial

Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,30% para julho de 2009, 0,25 ponto percentual abaixo do fechamento anterior.