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SÃO PAULO – O Barclays revisou para baixo o preço-alvo das ações ordinárias da CSN (CSNA3) e das preferenciais da Usiminas (USIM5), tendo em vista o enfraquecimento da demanda doméstica por aço, apontam os analistas Leonardo Correa, Pedro Grimaldi e Luiz Fornari.
“A demanda doméstica de aço brasileiro é preocupante. O mercado esperava que o ritmo de crescimento do consumo interno superasse o do PIB (Produto Interno Bruto) em até duas vezes”, afirma em relatório. Entretanto, a economia brasileira vem desacelerando, com perspectiva de alta de até 4% “na visão mais otimista”, ponderam os analistas.
Revisões
O preço-alvo da CSN caiu 12%, de R$ 17 para R$ 15 por ação, o que implica em um upside (potencial de valorização) de 13,72% em relação ao fechamento desta quinta-feira (24). Segundo o Barclays, o rebaixamento ocorreu por conta de um prêmio “injustificado” de 50% nos papéis da companhia, quando comparados às ações da Vale (VALE3, VALE5). Além disso, o banco segue preocupado com a alocação de capital feita pela siderúrgica.
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Já a revisão das ações da Usiminas ocorreu porque o banco acredita que a desvalorização do real tende a afetar os resultados da companhia no curto prazo, tendo em vista os custos da empresa lastreados na moeda norte-americana. O target do banco para os papéis passou de R$ 10 para R$ 9, valor que aponta queda de 2,17% em relação ao preço atual de fechamento.
A única que não teve o preço-alvo alterado foi a Gerdau (GGBR4), tendo se mantido em R$ 17 – upside de 6,25%. Para os analistas do banco, a Gerdau é a opção preferida para se expor no mercado brasileiro, tendo em vista sua tendência de alta demanda, o preço atrativo de suas ações e a expectativa de monetização dos seus ativos de minério de ferro. “Na nossa visão, Gerdau tem o menor risco de revisão negativa nos lucros”, concluem.