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SÃO PAULO – Com a possibilidade de venda da participação minoritária na Seara Foods, o HSBC elevou o preço-alvo das ações da Marfrig (MRFG3), que foi de R$ 10,50 para R$ 13,00 – o que implica em um potencial de valorização de 5,35% em relação ao fechamento de quinta-feira (4). A recomendação, contudo, foi mantida em manutenção.
Se a venda de participação na Seara se concretizar, como vem sendo antecipado pela imprensa, os analistas Pedro Herrera, Diego Maia e Ravi Jain estimam que seria um fato positivo para a Marfrig, já que poderia acelerar o processo de redução de alavancagem da companhia, implicando em uma queda para 3,6 vezes o Ebitda (Lucro antes de impostos, taxas, depreciação e amortização) dos últimos doze meses, contra os atuais 4,8 vezes.
“O alívio dos custos financeiros, advindos da alavancagem elevada, liberaria a Marfrig para o foco em sua plataforma de aves no Brasil, cujo o desempenho está abaixo da média”, afirmam. Segundo eles, um cálculo aproximado usando 7 vezes para o Ebitda estimado para 2013 da Seara implica que a Marfrig poderia levantar um valor aproximado de R$ 2 bilhões.
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Os analistas ponderam, entretanto, que a conclusão do processo está sujeito à execução bem-sucedida por parte da Marfrig, que não foram observadas nas transações anteriores.
Eles complementam ainda que se a Seara fosse vendida a 7 vezes o Ebitda estimado para 2013 e se a Marfrig fosse reclassificada para 6,5 vezes após a redução da alavancagem e em decorrência da melhoria das operações da Seara, a avaliação para o preço-alvo subiria para R$ 14,50. Por sua vez, eles alertam que o cronograma da possível transação de redução de alavancagem é incerto no momento.
Os analistas, por fim, elevam a projeção para a receita da Marfrig para o período de 2012 a 2014, em função dos aumentos dos preços da Seara, do acréscimo em volumes e das previsões atualizadas para os ativos da Brasil Foods (BRFS3). Eles ainda elevaram as expectativas relacionadas à margem da carne bovina, dada a dinâmica positiva, porém foi reduzida a margem estimada da Seara para 2012, por conta do aumento dos preços dos grãos.