Com pedido de falência nas costas, Gradiente desaba 30% em 5 dias

Além da falência, no final de junho, a SportPro, credora da empresa, conseguiu na Justiça a penhora de bens da fabricante brasileira de eletrônicos

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SÃO PAULO – A IGB Eletrônica (IGBR3), dona da Gradiente, vê suas ações derraparem 30% desde o dia 30 de junho, em meio à notícia de que sua credora SportPro conseguiu na Justiça a penhora de bens da companhia, de acordo com a decisão de Justiça em meados do mês de junho. Somente nesta sessão, os papéis recuam 6%, a R$ 4,54, segundo cotação das 13h26 (horário de Brasília).

A notícia é mais um peso na empresa que está em recuperação extrajudicial desde 2010. Desde o ano retrassado, a companhia vem pedindo adiamento nos prazos de pagamento de seus credores – o primeiro pedido em 28 de junho de 2012 e um segundo em 20 de junho de 2013 -, mas que não conseguiu a aprovação da maioria dos credores. Desde então, a empresa vem buscando na Justiça um meio para validar o pedido, mas não obteve sucesso. 

Em dezembro, a Justiça até concedeu um prazo de 30 dias para a empresa apresentar documentação contábil dos últimos três anos para comprovar a efetiva impossibilidade de pagamento de suas dívidas. Entretanto, não deu em nada. Em junho deste ano, o Tribunal de Justiça de São Paulo apontou que não era o caso de concessão de prazo adicional para a empresa, que há quase um ano não cumpre a determinação judicial. 

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Diante da decisão, a SportPro, que já havia entrado com o processo contra a companhia para penhora dos bens, conseguiu vitória na Justiça para penhora dos bens da IGB. A credora foi colocada no processo tendo que receber um valor de R$ 500 mil, enquanto teria que receber R$ 8 milhões por serviços prestados à companhia. 

Em sua defesa, no entanto, a companhia informou que a administração da empresa vem estudando alternativas de ação para uma possível decisão superior que reitere o citado despacho e que manterá seus acionistas e o mercado informado acerca dos assuntos antes referidos.

Entenda o caso
A Gradiente, que já foi a maior fabricante brasileira de eletrônicos, entrou em uma grave crise financeira em 2007, quando paralisou duas fábricas e as vendas no mercado. 

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A companhia então lançou um plano de recuperação judicial em 2008 e o processo de recuperação extrajudicial foi aprovado em 2010. Na ocasião, para levantar recursos, a Gradiente arrendou seus ativos – incluindo a marca e instalações industriais – à CBTD (Companhia Brasileira de Tecnologia Digital).