Com novo padrão contábil, Itaú Corretora eleva preço justo para Comgás

Contudo, recomendação da companhia fica inalterada por conta da falta de perspectivas positivas para as ações

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SÃO PAULO – Atualizando seu modelo de análise para a Comgás (CGAS5), a Itaú Corretora introduziu um novo preço justo para o fim de 2011 de R$ 56,4 para as ações da empresa, acima da meta anterior de R$ 53,20, representando um potencial de valorização de 56,3% em relação ao fechamento desta quinta-feira (26). A recomendação para os papéis da companhia foi mantida em market perform – expectativa de desempenho em linha com a média do mercado. 

Paula Kovarsky, Diego Mendes e Giovana Araújo explicam que o novo preço potencial da empresa reflete a atualização do modelo de análise da companhia, que foi alterado para incorporar os resultados do segundo trimestre, as novas premissas macroeconômicas e, principalmente, a mudança do padrão de contabilidade da Comgás, que passou de BR GAAP para IFRS (International Financial Reporting Standards). 

Os analistas explicam que a mudança para o IFRS pegou o mercado despreparado, uma vez que ela dificulta a comparação do desempenho da empresa com os trimestres anteriores. A Itaú Corretora aponta que a tendência daqui para frente é o aumento das receitas da companhia por conta da mudança do padrão contábil. Contudo, eles deixam claro que as mudanças não deverão surtir efeito sobre o lucro bruto. Além disso, a mudança pode trazer maior volatilidade aos lucros e ao Ebitda (geração operacional de caixa) reportados pela empresa.  

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Tese de investimento
Apesar do alto potencial de valorização das ações e das perspectivas de elevação nos índices contábeis da empresa, os analistas revelam certa cautela com a Comgás. Para eles, as ações parecem caras em relação à outras companhias do segmento.

“Além disso, nós não vemos nenhum driver de curto prazo que possa melhorar a performance da ação, enquanto a liquidez permanece como um grande problema, a não ser que um ou os dois acionistas controladores decidam distribuir as excessivas ações do bloco controlador no mercado, permitindo a entrada no Novo Mercado, por exemplo, ou se o free float atual ficar menos concentrado”, explicam os analistas da Itaú Corretora.