Com dúvida sobre concessão, Deustche Bank recomenda venda para Eletrobras

Negativa do ministro Edson Lobão sobre concessões e possível intervenção nos ativos da Celpa são negativos para estatal

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SÃO PAULO – O pronunciamento do Ministro das Minas e Energia, Edison Lobão , após reunião com a presidente da república, Dilma Roussef, negando a decisão sobre renovação da concessão de energia que expiram em 2012, foi considerado negativa para a Eletrobras  (ELET6), na opinião do Deustche Bank.

Diante disso, a analista Sandra Boente recomenda a venda dos ativos da estatal, estimando um preço-alvo de R$ 26,12 – o que representa um upside de 0,5% se comparado ao fechamento desta quinta-feira (1).

Segundo o analista, a notícia traz um impacto negativo para diversas companhias do setor. Contudo a Eletrobras e Cesp (CESP6) são as mais afetadas, considerando que possuem 34% e 63%, respectivamente, de seus ativos expirando, ficando dependentes da renovação.

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“Ainda acreditamos que as concessões são susceptíveis de serem renovadas, mas as declarações do ministro esfriam as esperanças de uma resolução rápida. Nosso cenário de um anúncio de decisão no primeiro semestre de 2012 é mais incerto, o que pesa no preço das ações da Eletrobras e Cesp”, afirma a analista.

Cenário incerto para Eletrobras
A analista considera ainda negativa a notícia de que a Eletrobras poderá perder até R$ 5 bilhões em receitas  com a renovação das concessões do setor elétrico que vencem a partir de 2015. Além disso, a Celpa, companhia na qual a Eletrobras tem 34% do capital em negociando, ainda sem sucesso, a venda da empresa.

A Cemig (CMIG4) mencionou no passado um possível interesse nos ativos do Grupo Rede, contudo, a fim de assegurar a continuação dos serviços Celpa, o CEO (Chief Executive Officer) da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, reconheceu que pode ter que assumir a empresa, em conformidade com diversas operações semelhantes recentes. “Se este for o caso, a Eletrobras assumiria uma dívida acima de R$ 2 bilhões”, completa Sandra.