Com derrocada do minério, Credit corta preço-alvo e projeção de lucro da Vale

Banco suíço manteve recomendação neutra para os papéis da mineradora

Publicidade

SÃO PAULO – Em meio à derrocada do preço do minério de ferro, que caiu ontem para abaixo de US$ 80 a tonelada pela primeira vez em cinco anos, o Credit Suisse cortou o preço-alvo dos ADRs da Vale (VALE3; VALE5), que representam as ações ordinárias da companhia, de US$ 15 para US$ 12,50. Ontem, os recibos de ações da mineradora, negociados na Bolsa de Nova York, fecharam a US$ 11,44. A recomedação foi mantida em neutra. 

“O nosso cenário-base assume um excesso de oferta do minério de ferro por um longo período, refletindo preços mais baixos do que atualmente previstos pelas estimativas do consenso do mercado para a Vale”, disseram os analistas Ivano Westin, Renan Criscio e Santiago Teuffer, do banco suíço. 

Questionando sobre o que esperar daqui para frente, os analistas apontaram que veem uma extraordinária geração de fluxo de caixa para a Vale com a expansão da operação de Carajás (que trabalhará com todo volume em 2019), mas, no momento, a companhia ainda deve sofrer pressões do preço do minério de ferro, o que os fez manter a recomendação dos papéis em neutra. Os analistas também cortaram as projeções para o LPA (Lucro por Ação) da mineradora de 2014 a 2016. Eles esperam um LPA de US$ 1,23/ US$ 0,99/ US$ 1,01por ADRs, contra estimativa anterior de US$ 1,38/ US$ 1,17/ US$ 1,26, respectivamente.