Com dados sobre produção de açúcar e etanol, papéis de sucroalcooleiras sobem

Cosan tem alta de 2,98% em suas ações, enquanto que ativos da São Martinho e da Tereos sofrem valorizações de 2,05% e 0,52%

Publicidade

SÃO PAULO – Em dia marcado pela divulgação de dados referentes à moagem de cana-de-açúcar e produção de açúcar e etanol do mês de outubro, os papéis da Cosan (CSAN3), São Martinho (SMTO3) e Tereos (TERI3) registraram significativas valorizações nesta quinta-feira (18).

As ações da Cosan fecharam com alta de 2,98%, a sexta maior valorização dentre os ativos presentes no Ibovespa, ficando cotadas a R$ 27,29. Fora do índice paulista, os papéis do São Martinho encerraram o dia com ganhos de 2,05%, valendo R$ 21,93. Com desempenho mais modesto, as ações da Tereos subiram 0,52%, fechando a R$ 3,89.

Moagem de cana-de-açúcar
Os números divulgados pela Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) mostraram que a moagem de cana em outubro foi de 56,2 milhões de toneladas, 14,5% inferior à moagem de outubro da safra anterior. Na comparação com o mês de setembro, a redução foi de 12,5%. 

Continua depois da publicidade

De acordo com a Link Investimentos, a queda se deve às condições climáticas, que trouxeram fortes chuvas, e ao término adiantado da colheita da safra 2010/2011.

Apesar disso, em relação ao acumulado desde o início da safra até o final de outubro, a quantidade da cana-de-açúcar moída no Centro-Sul ficou 12,64% acima da produção da safra anterior, o que indica que a safra de 2010/2011 foi bem melhor que a passada, coloca Leonardo Alves, analista da Link.

Produção de açúcar e etanol
A produção de açúcar em outubro ficou em 3,4 milhões de toneladas, 10,3% abaixo da produção no mesmo período de 2009 e 25,7% inferior ao contabilizado em setembro deste ano. O adiantamento da safra também foi o principal motivo apontado pela Link para tal redução.

Continua depois da publicidade

Já a produção de etanol foi 21,4% inferior à do mês anterior e 5,4% menor em relação à produção de outubro de 2009. Rafael Fonseca, Gustavo Gattass e Pedro Valente, analistas do BTG Pactual, apostam que os preços do etanol seguirão em alta à medida que se aproxima o período de entressafra.