Com cenário de crescimento, Credit eleva preço-alvo para ação da Klabin

Após melhora das margens operacionais, com redução de custos, companhia se prepara para expansão, elevando target da ação para R$ 13,00
Setor de papel e celulose (Shutterstock)
Setor de papel e celulose (Shutterstock)

Publicidade

SÃO PAULO – Devido ao bom momento para os ganhos de curto prazo, combinado aos incentivos governamentais, às maiores oportunidades de crescimento e o dólar mais valorizado, o Credit Suisse avalia positivamente as ações da Klabin (KLBN4), com recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado). Para o banco, o processo que a companhia vai enfrentar agora é de crescimento. 

“Vemos o caso de investimento da Klabin definido por quatro ciclos: aumento da margem operacional, levando à recuperação e ao crescimento, melhoria da governança corporativa e, finalmente, a geração de dividendos”, afirmam em relatório os analistas Viccenzo Paternostro, Ivano Westin e Marina Melemendjian. Para eles, a Klabin está no fim do primeiro ciclo e início da segunda fase.

Desta maneira, os analistas, além de reiterar a recomendação, elevaram o preço-alvo dos papéis da companhia de R$ 11,00 para R$ 13,00 – o que configura um potencial de valorização de 15,56% em relação ao fechamento da última quarta-feira (10). De acordo com a equipe de análise, este aumento do target se deve principalmente às medidas de redução dos custos de energia, aumento dos impostos de importação e benefícios fiscais sobre a folha de pagamento efetuadas pelo governo.

Continua depois da publicidade

Segundo os analistas, a redução dos custos de energia devem levar a uma economia entre R$ 20 milhões e R$ 30 milhões, mesmo valor do aumento das receitas com a elevação dos impostos de importação. Por fim, a mudança na folha de pagamentos pode levar a um impacto de R$ 50 milhões no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), projetam. 

Boa oportunidade
Assim, os papéis da companhia de papel e celulose seguem como uma boa oportunidade de investimento, avaliam, apesar da forte alta acumulada nos últimos doze meses, que gira em torno de 100%. Esta alta desde então é justificada pelos esforços bem sucedidos de cortar custos, o que levou a margem Ebitda (Ebitda/ receita líquida) a subir de 25% para 31% em dois anos. Para os analistas, apesar da alta mais forte do que a dos seus pares nos últimos meses, o movimento de valorização dos ativos KLBN4 deve continuar.

Isto porque, no mercado doméstico, a demanda pelos produtos da companhia continuará em alta, principalmente as de embalagens, levando os preços a um nível considerado bastante atrativo. Além disso, a empresa tem apresentado redução de custos, o que deve continuar levando à melhora nas margens operacionais da companhia.

Continua depois da publicidade

Com isso, os resultados da companhia devem confirmar um crescimento das margens, avaliam os analistas, sendo importantes catalisadores para as ações. Além disso, a expansão de projetos com uma boa TIR (Taxa Interna de Retorno), como a fábrica de celulose no Vale do Corisco, instalação de novas máquinas e a melhora da governança corporativa também são fatores impulsionadores para a companhia.

Próximos passos
Com a redução dos custos praticamente precificada no papel, os investidores devem se atentar no momento para os três novos projetos de expansão da companhia. Caso eles se confirmem, avalia a equipe de analistas, o preço-alvo para os papéis pode ser elevado de R$ 13,00 para R$ 15,00.

Outra reclassificação pode ocorrer ainda caso haja uma melhora na governança corporativa, como uma mudança para o Novo Mercado da BM&FBovespa, devido à percepção de menor risco para as ações. Finalmente, a geração de fluxo de caixa e melhoria de retornos deve ocasionar um aumento no payout.

Continua depois da publicidade

“Além disso, quando os investidores começam a considerar o perfil defensivo e de alta exposição à dependência do consumo nacional, que ainda tem favoráveis perspectivas de futuro, a ação pode ser negociada a múltiplos mais elevados, semelhantes ao observado com relação às empresas que têm um perfil de geração de fluxo de caixa, tais como Ultrapar (UGPA3), Multiplus (MPLU3) e Ambev (AMBV4)”, concluem os analistas.

Autor avatar
Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.