Com balanço catastrófico nas costas, o que esperar de Hering hoje à noite?

As ações da varejista já desabaram 41% na Bolsa desde a divulgação do resultado do 1° trimestre, batendo ontem no menor patamar desde maio de 2010

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SÃO PAULO – O balanço da Cia Hering (HGTX3) foi uma maiores surpresas negativas na temporada do primeiro trimestre da Bovespa. A varejista, que reportou seu balanço na noite de 7 de maio, viu sua ação desabar 22% no pregão do dia seguinte, com o mercado ressaltando um resultado “fraquíssimo” entre os meses de janeiro a março e perspectivas piores ainda – salientadas na ocasião pela própria diretoria da empresa. 

Nesta noite, a companhia vai reportar seu balanço do segundo trimestre, após o fechamento do pregão. Dado o recente resultado, o que esperar para os números da varejista para os meses de abril a junho? O mercado espera por mais uma reação catastrófica?

Para analistas do Credit Suisse, os resultados devem seguir fracos no segundo e terceiro trimestre, seguindo também a projeção da própria diretoria da empresa, na época da divulgação do resultado do primeiro trimestre. Apesar disso, a equipe de análise do Credit Suisse, liderada por Tobias Stingelin, acredita que será menos catastrófico agora.

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Eles estimam uma queda de 10% na receita líquida no segundo trimestre, atingindo R$ 378 milhões, com queda de 2% no segmento “vendas nas mesmas lojas” (que considera lojas abertas há pelo menos um ano). Já o lucro líquido deve cair 11,2% no período, para R$ 66 milhões. 

Para eles, haverá uma queda de 4 pontos percentuais na margem Ebitda (Ebitda/Receita Líquida) na comparação anual, contra recuo de 10,37 p.p. no primeiro trimestre, mas a fim de “normalizar” os níveis de estoque na cadeia, mantendo as promoções, o que combinado com a operação de desalavancagem continuará a pressionar a margem. Os analistas lembram que a companhia anunciou um massivo programa de lay-off há alguns meses, mas ainda é incerto quando ocorrerá e quando os impactos positivos poderão ser sentidos na margem.

Segundo o Credit, embora o valuation da empresa pareça barato, a falta de visibilidade combinada com sucessivos atrasos na estratégia de arrumar a casa, continuarão fazendo peso nos papéis da companhia, particularmente em meio ao atual cenário econômico desafiador. As ações da Cia Hering já desabaram 41% na Bolsa desde a divulgação do resultado do 1° trimestre, batendo ontem no menor patamar desde maio de 2010 (como pode ser visto no gráfico abaixo). 

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Confira o desempenho das ações da Cia Hering do balanço do 1° trimestre até ontem: