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SÃO PAULO – A alta nos preços do petróleo, entre outras variáveis, deve resultar em um aumento na avaliação dos 5 barris de petróleo equivalentes transferidos pelo governo para a Petrobras (PETR3;PETR4) durante a capitalização de 2010. Desta forma, segundo ressalta o analista do Santander, Vicente Falanga Neto, este aumento na avaliação forçaria a empresa a pagar a diferença ao governo, em dinheiro, ou devolver parte dos barris.
Isto porque o contrato de transferência de direitos estabelece que os 5 bilhões de barris de petróleo sejam reavaliados depois que a Petrobras comprove a comercialidade dos blocos selecionados, processo este que deve ter início ainda em 2013. Caso haja qualquer avaliação para cima, em meio ao aumento do preço de petróleo ou maior produtividade, durante os quatro anos iniciais, a petrolífera deverá pagar com dinheiro ou com devolução de barris.
De acordo com a análise de Falanga Neto, o aumento futuro nos preços de petróleo elevaria de forma significativa a avaliação dos 5 bilhões de barris, que passariam de US$ 8,51 o barril para US$ 10,50. Apesar de outras variáveis atuarem no modelo, ele apresenta mais sensibilidade ao preço da commodity, sendo seguido pela maior produtividade. Como os dois aumentaram, a possibilidade de reavaliação é maior.
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De acordo com o analista, esta preocupação não está precificada nas ações da companhia. Desta forma, “a questão deve ser monitorada com cuidado, ao nosso ver”, avalia Falanga Neto.
Dinheiro ou barris? Segunda opção
Contudo, o preço final para reavaliação ficaria em US$ 11,40 o barril, o que levaria a Petrobras a ter que pagar US$ 15 bilhões em dinheiro ao governo ou devolver 1,3 bilhão de barris. Caso a avaliação seja menor, o governo tem que pagar à Petrobras, em dinheiro. Entretanto, também estará limitado em 5 bilhões de barris.
De acordo com Falanga Neto, caso a Petrobras tenha que arcar com esse custo adicional a melhor opção será devolver barris. A opção de devolver os barris em vez de pagar em dinheiro se dará, entre outras razões pela situação apertada de caixa – buscando economizar o máximo possível de gastos. Além disso, ao retornar os barris, a Petrobras teria menos investimentos para realizar, o que aliviaria os problemas de fluxo de caixa.