Com alta de 35%, sucesso da Linx na bolsa “abriu portas”, afirmam executivos

Diretor presidente e diretor de relações com investidores se mostram bastante satisfeitos com situação da companhia e ressaltam que veem novas aquisições com cautela

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SÃO PAULO – Desde que passaram a ser negociadas, em 7 de fevereiro de 2013, as ações da Linx (LINX3) já registraram alta 35,2%, saltando de R$ 27,00 (preço que foi fixada a oferta) para R$ 36,50 (fechamento do último dia 15 de maio), podendo ser considerado um caso de sucesso em meio ao momento turbulento da bolsa brasileira – no mesmo período, o Ibovespa registrou queda de 6,8%

Em meio a esse cenário, o diretor-presidente da companhia de softwares para varejo, Alberto Menache, e o diretor de relações com investidores, Dennis Herszkowicz destacam que estão bastante satisfeitos com tudo o que está acontecendo desde o IPO (Initial Public Offering), em entrevista exclusiva ao Portal InfoMoney.

Os executivos afirmam ainda que a abertura de capital abriu os horizontes para a companhia, tanto comercialmente quanto na busca por novos talentos. “Com a entrada da companhia na bolsa, nós nos tornamos mais conhecidos no mercado, o que nos trouxe vantagens em relação aos nossos concorrentes”, afirma Herszkowicz.

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Menache e Herszkowicz destacam que este bom desempenho da companhia é resultado do trabalho de fidelização de seu relacionamento e de suas parcerias com o BNDESPar e com o fundo de private equity General Atlantic. Após o IPO, a General Atlantic se tornou o maior acionista individual da Linx, com quase 15% das ações. 

Entretanto, ressaltam, a abertura de capital não ocorreu de uma hora para a outra. A companhia passou por um longo processo até negociar as suas ações no mercado, uma vez que planejava entrar para o grupo de companhias com ativos negociados em bolsa desde 2009. Durante este período, a Linx buscou se reestruturar, estabelecendo nova estrutura de organização e instalações, assim como melhora de governança corporativa. 

Este bom momento se reflete nos números da companhia, que foram em linha com o esperado pelos executivos, isso em um mês sazonalmente mais fraco. Os executivos ressaltam a receita recorrente da companhia, que apresentou crescimento de 24,5% frente ao primeiro trimestre de 2012, atingindo os R$ 56,4 milhões e representou 79% da receita operacional bruta.

“Conseguimos apresentar uma boa rentabilidade, mesmo com uma margem Ebitda (Ebitda/ receita líquida) mais baixa por conta da sazonalidade”, avaliam. 

Novas aquisições?
A Linx apresenta uma estratégia de crescimento bastante agressiva via aquisições. Contudo, ressaltam Menache e Herszkowicz, a companhia avalia com prudência novas compras, de modo a capturar sinergias com novas regiões e novas tecnologias.

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A expectativa é de a Linx continuará fazendo aquisições até que se esgotem os recursos líquidos do IPO, que deve durar pelo menos três anos, apontam os executivos. Porém, sempre com muita cautela. No prospecto da oferta inicial de ações, foi indicado que 80% de todo o valor arrecadado, ou seja, R$ 225,1 milhões dos R$ 283,1 milhões levantados serão destinados a aquisições. 

Por outro lado, apontam, o crescimento orgânico da companhia é bastante forte, de 18% retirando as aquisições. Pensando no futuro, os executivos apontam para as tendências favoráveis do mercado, avaliando que pretendem continuar investindo na melhora dos processos internos e promovendo novas tecnologias. Dentre os projetos que estão em pauta, está o aperfeiçoamento dos produtos de e-commerce de companhias de varejo de diversos segmentos. 

Lara Rizério

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.