Com a capitalização, Estado passa a deter 49% do capital social da Petrobras

Redefinição do capital social mostra maior participação federal também no capital votante, que passa de 57,5% para 64,25%

Por  Tatiane Monteiro Bortolozi

SÃO PAULO – A Petrobras (PETR3, PETR4) homologou na última quarta-feira o novo valor de seu capital social, que passa de R$ 85 bilhões para cerca de R$ 200 bilhões. Com a capitalização, a composição acionária da companhia também sofreu mudanças, como o aumento da participação estatal no capital social e votante.

A União, que era detentora de 55,56% do capital votante da companhia, passou a 54,18%. Apesar do recuo, a soma das instituições federais BNDESPar, BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) e FFIE (Fundo Soberano) ao volume pertencente à União, resulta em 64,25% do volume das ações ordinárias, que dão direito a voto no Conselho. Antes da capitalização, a porcentagem era de 57,5%.

Da mesma forma, a relação do volume de capital social nas mãos do governo também aumentou. Embora o capital em mãos da União tenha recuado de 32,1% para 31,6%, a soma das entidades federais mostra 49% de representatividade do governo na Petrobras. O volume anterior era de 39,8%.

Participação estatalAntes da OfertaDepois da Oferta
Capital Social39,8%49%
 – Capital Votante57,5%64,25%
 – Capital Não Votante15,51%28,58%

Companhia anuncia pagamento de R$ 6,99 bilhões para a União 
No mesmo comunicado, a companhia anunciou o desembolso R$ 6,991 bilhões para a União, a fim de liquidar a oferta da cessão onerosa. O valor de R$ 67,815 bilhões recebidos em forma de LFT (Letras Financeiras do Tesouro) foi insuficiente para atingir o valor de R$ 74,8 bilhões acordado pelo governo pelas áreas do pré-sal.

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